[en] HORTO FLORESTAL: MESSAGE ABOUT A SOCIO-ENVIRONMENTAL CONTROVERSY

[pt] Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa, desenvolvida desde 2022, que investigou os conflitos e dinâmicas socioambientais que atravessam a Comunidade do Horto Florestal ao longo de sua história. Mostramos como a comunidade se formou contando com a presença heterogênea de grupos e coletiv...

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Detalhes bibliográficos
Autor: JOAO PEDRO SADDI CABRAL DE MENEZES
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2025
País:Brasil
Recursos:Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO)
Repositório:Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:MAXWELL.puc-rio.br:73335
Acesso em linha:https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=73335&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=73335&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.73335
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:[pt] ECOLOGIA
[pt] POPULACAO TRADICIONAL
[pt] ETNOGRAFIA
[pt] ANTROPOLOGIA
[en] ECOLOGY
[en] TRADITIONAL POPULATION
[en] ETHNOGRAPHY
[en] ANTHROPOLOGY
Descrição
Resumo:[pt] Esta dissertação é o resultado de uma pesquisa, desenvolvida desde 2022, que investigou os conflitos e dinâmicas socioambientais que atravessam a Comunidade do Horto Florestal ao longo de sua história. Mostramos como a comunidade se formou contando com a presença heterogênea de grupos e coletivos que ocuparam essa região, deixando um legado de memória e ancestralidade atravessado pela relação com a mata atlântica da região. Sejam os remanescentes de quilombos, os operários fabris ou até os descendentes diretos de trabalhadores de instituições como Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ), observamos como a comunidade se constituiu a partir do seu histórico de luta e resistência, em defesa da moradia e da floresta na qual está imersa. Nossa pesquisa combina uma abordagem de revisão bibliográfica e de estudo de material de arquivo, com trabalho de campo junto à comunidade, convivendo com os moradores, recolhendo seus relatos e participando das atividades socioambientais organizadas por eles. Argumentamos que, entremeado à sua luta, a comunidade produz um contra-modelo ecológico próprio, que se contrapõe e desafia concepções tradicionais sobre o tema da conservação ambiental. Esse contra-modelo encontra ressonância nas ecologias ferais (Tsing, 2015; 2019), que emergem das ruínas de tempos como o nosso, de catástrofes climáticas e Antropoceno. Investigamos, por fim, como esse contra-modelo está intimamente ligado a um conjunto de saberes e técnicas herdadas de seus antepassados e que foram desenvolvidas nos interstícios do domínio colonial na região do Horto, no que podemos conceber como práticas de contraplantation (Bulamah, 2022). As brechas camponesas (Cardoso, 1978), os terrenos de provisão (Bulamah, 2022) e os jardins crioulos (Ferdinand, 2022) do passado foram, aos poucos, se constituindo em uma verdadeira ecologia da jardinagem, do roçado e do manejo, com seus efeitos ferais diversos (Tsing, 2022; 2023) e com sua capacidade de tecer histórias humanas e outras que humanas de forma entrelaçada. É essa ecologia da jardinagem que acaba por se constituir como a via privilegiada para a defesa e manutenção da comunidade, seu modo de vida e especificidade cultural, assim como da preservação da floresta que a circunda.