Efeito da melatonina no sêmen criopreservado de curimba (Prochilodus lineatus)

Considerando que os danos oxidativos verificados durante o processo de congelamento do sêmen sejam uma das principais causas da diminuição de sua viabilidade e que a suplementação de melatonina seja capaz de aumentar a tolerância espermática pós-descongelamento, objetivou-se, com este trabalho, aval...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Assis, Isadora de Lima
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/13221
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/13221
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Medicina Veterinária
Qualidade seminal
Criopreservação
Sêmen - Congelamento
Sêmen - Suplementação de melatonina
Seminal quality
Cryopreservation
Semen - Freezing
Semen - Melatonin supplementation
Descripción
Sumario:Considerando que os danos oxidativos verificados durante o processo de congelamento do sêmen sejam uma das principais causas da diminuição de sua viabilidade e que a suplementação de melatonina seja capaz de aumentar a tolerância espermática pós-descongelamento, objetivou-se, com este trabalho, avaliar os efeitos da adição de diferentes doses de melatonina nos parâmetros de motilidade, morfologia e capacidade de fertilização do sêmen criopreservado de Prochilodus lineatus. Para isso, após o tratamento hormonal dos machos com extrato de hipófise de carpa e coleta seminal, foram realizados quatro pools de sêmen, homogeneizados a cada dois animais e diluído em soluções contendo: Controle Positivo (C+): BTS (5%) + DMSO (8%), e os tratamentos T1, T2 e T3: BTS (5%) + DMSO (8%) acrescidos de concentrações de 1, 2 e 3mM de melatonina, respectivamente. O sêmen diluído foi envasado em palhetas de 0,5 ml, congeladas em botijão de vapor de nitrogênio (dry shipper), onde ocorre decréscimo de 35,6 graus por minuto até a temperatura de -170 o C e posteriormente transferidas para botijão de nitrogênio líquido a -196 o C até o dia do descongelamento. As palhetas foram descongeladas em banho-maria a 40°C por 12 segundos cinco meses após o congelamento para análises de motilidade e morfologia espermáticas, e um ano após o congelamento para avaliação da taxa fertilização. Os parâmetros de taxa de motilidade total e progressiva, velocidade curvilínea (VCL), velocidade linear progressiva (VSL) e velocidade média de percurso (VAP) do sêmen após o descongelamento foram determinados utilizando o sistema computadorizado de análise de sêmen (CASA). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey (P<0.05). Não foram observadas diferenças significativas entre as taxa de motilidade progressiva e as velocidades (VCL, VSL e VAP) do sêmen criopreservado nos diferentes tratamentos. A taxa de motilidade total apresentou-se maior (P<0,05) nos grupos contendo 1 e 2mM de melatonina quando comparados ao T3, porém não diferiram-se do C+. No que diz respeito à morfologia, a porcentagem de anomalias espermáticas aumentou com o processo de criopreservação (P<0,05). Entretanto, todos os tratamentos apresentaram valores similares de anomalias totais pós-descongelamento e não diferiram entre si quanto à capacidade de fertilização (P>0,05). Conclui-se, portanto, que a adição de melatonina à solução crioprotetora de sêmen de curimba não foi capaz de promover maior viabilidade ao sêmen criopreservado.