Terapia familiar e teoria do posicionamento: aproximações a partir da análise de atendimentos clínicos

Esta dissertação apresenta uma pesquisa qualitativa, orientada pelas proposições do construcionismo social e tem como objetivo tecer aproximações entre Terapia Familiar e Teoria do Posicionamento (Davies & Harré, 1990) a partir da análise de uma sessão de terapia de casal, com foco em processos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pozzer, Leticia de Azevedo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-12022025-101849
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59141/tde-12022025-101849/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Construcionismo social
Family therapy
Positioning theory
Social constructionism
Teoria do posicionamento
Terapia familiar
Descripción
Sumario:Esta dissertação apresenta uma pesquisa qualitativa, orientada pelas proposições do construcionismo social e tem como objetivo tecer aproximações entre Terapia Familiar e Teoria do Posicionamento (Davies & Harré, 1990) a partir da análise de uma sessão de terapia de casal, com foco em processos de negociação de posições. Especificamente, busca: a) analisar posicionamentos que emergem nas conversas terapêuticas; b) analisar quais discursos sustentam esses posicionamentos e; c) analisar como as terapeutas coordenam o diálogo junto ao casal e favorecem emergência de posições que contribuam para uma nova realidade desejada. A sessão escolhida faz parte de um banco de dados composto por 29 sessões áudio- gravadas de terapia familiar, realizadas por duas terapeutas familiares com 4 clientes (dois casais) que foram atendidos em clínica social. Para atingir os objetivos, analisamos as interações ocorridas durante uma sessão de terapia de casal usando a Teoria do Posicionamento por reconhecer que esta se alinha com premissas construcionistas e por oferecer aproximações com o campo da terapia familiar, ao permitir uma análise detalhada do discurso na construção de relacionamentos e identidades pessoais. Os resultados indicam que algumas posturas das terapeutas podem ser uteis para processos de reposicionamento, tais como: 1) Explorar histórias onde o problema não operava; 2) Escutar como cada membro do casal significa o problema; 3) Explorar a ação dos discursos dominantes na construção do problema; 4) Usar metáforas para potencializar reflexões. Concluímos que a teoria do posicionamento pode ter grande utilidade para terapeutas, pois pode dar visibilidade para o processo de construção de sentidos e para como posições são construídas e descontruídas nos diálogos. Terapeutas atentos às noções de posicionamento, além de identificar discursos dominantes que sustentam jogos de posicionamento limitantes para as pessoas e que causam sofrimento, podem prosseguir na busca de posições alternativas de maneira que clientes se desprendam das histórias problemáticas e se reposicionem em histórias preferidas.