Dinâmica do herbicida fomesafen em plantas de Bidens subalternans

A compreensão dos fatores intrínsecos ao uso de herbicidas inibidores da PROTOX, como o fomesafen, é relevante diante do surgimento de novas tecnologias associadas a esse mecanismo de ação e da necessidade de explorar métodos mais precisos de avaliação da eficácia desses produtos. Assim, o objetivo...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Dalmas, Alysson Dias [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/313323
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/313323
http://lattes.cnpq.br/1849419743566267
https://orcid.org/0000-0003-0322-9452
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Inibidores da PROTOX
Absorção de herbicidas
Estresse oxidativo
Reprogramação metabólica
Metodologia de estudos
PROTOX inhibitors
Herbicide absorption
Oxidative stress
Metabolic reprogramming
Methodological approaches
Descripción
Sumario:A compreensão dos fatores intrínsecos ao uso de herbicidas inibidores da PROTOX, como o fomesafen, é relevante diante do surgimento de novas tecnologias associadas a esse mecanismo de ação e da necessidade de explorar métodos mais precisos de avaliação da eficácia desses produtos. Assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar a dinâmica do herbicida fomesafen em plantas de Bidens subalternans. O estudo foi realizado em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, avaliando curva de dose-resposta, absorção (2023 e 2025), sistema antioxidante, bloqueadores da P450, doses fracionadas e metabolômica em aplicações de fomesafen. Foram realizadas aplicações quando as plantas estavam com quatro a seis folhas verdadeiras. Dose-resposta em concentrações de fomesafen a 0 (0%); 15,625 (6,25%); 31,25 (12,5%); 62,5 (25%); 125 (50%); 250 (100%); 500 (200%); 1000 (400%); 2000 (800%) e 4000 (1600%) (g i.a. ha⁻¹), avaliando controle e taxa de transporte de elétrons aos 1, 3, 7, 14 e 21 DAA e massa seca. Absorção foi avaliada às 2 e 24 horas após a aplicação (HAA), quantificando os teores internos e externos de fomesafen. Atividade enzimática, como SOD, CAT, POD e peroxidação de lipídeos, às 2 HAA e em plantas controle. Bloqueadores da P450 como malathion (1000 g i.a. ha⁻¹) e dietholate (240 g i.a. ha⁻¹) com fomesafen, avaliando controle aos 7, 14 e 21 DAA e massa seca. Doses fracionadas de fomesafen em quatro aplicações (0,625 e 0,625+ g i.a. ha⁻¹) avaliando controle a cada três dias após a aplicação. Análise de metabolômica realizada no controle e após 24 horas da aplicação. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando significativos, ao teste de média t student (LSD), a um nível de 5% de significância. Doses acima de 1000 g i.a. ha⁻¹ foram necessárias para atingir 100% de controle de Bidens subalternans aos 21 DAA, enquanto a dose comercial recomendada (250 g i.a. ha⁻¹), mostrou eficácia limitada, com percentuais de 43% de controle e 81% de redução de massa seca, aos 21 DAA. A taxa de transporte de elétrons (ETR), avaliada ao primeiro dia após a aplicação, foi reduzida para 56, 77 e 72%, em relação à testemunha nas doses de 1000, 250 e 31,25 g i.a. ha⁻¹, respectivamente. A absorção de fomesafen foi baixa em ambos os anos de estudo, variando de 4 a 6% nas primeiras 24 HAA, mantendo-se constante, o que indica a necessidade de prolongar os períodos de coleta. A atividade da SOD, CAT, POD e peroxidação lipídica não apresenta diferenças significativas nas primeiras 2 HAA, sugerindo que avaliações em tempos maiores seriam mais adequadas. Doses fracionadas de fomesafen, quando aplicadas cumulativamente, podem gerar efeito de controle significativo em Bidens subalternans, entre 33 e 38% aos 3 dias após a quarta aplicação, mesmo que em doses muito baixas. Quando aplicado em associação a inibidores da enzima Citocromo P450, o fomesafen apresentou maior eficácia, de até 99% aos 21 DAA. A análise de metabolômica indicou uma alteração metabólica, em resposta ao estresse químico do fomesafen, amplificando uma variedade de compostos não encontrados na testemunha sem aplicação. Assim, conclui-se que o fomesafen apresenta baixa absorção e eficácia limitada na dose comercial, sendo mais eficaz em altas doses ou associado a inibidores da P450, enquanto doses fracionadas mostraram efeito cumulativo, e a metabolômica revelou reprogramação metabólica em populações de Bidens subalternans avaliadas neste estudo, indicando necessidade de metodologias mais precisas para estudos com inibidores da PROTOX.