Conosco, sem nós ou contra nós: a Igreja Católica e a sua proposta de reforma agrária como estratégia de reposicionamento dentro da sociedade na segunda metade do século XX.

Esta pesquisa foi realizada com o intuito de uma maior compreensão acerca do reposicionamento da Igreja Católica na sociedade brasileira a partir de sua proposta de reforma agrária, elaborada entre os anos de 1950 a 1964. Para auxiliar no seu entendimento foi realizada uma análise de como se origino...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Carvalho, Nilmar de Sousa
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/12922
Acesso em linha:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/12922
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Igreja Católica
Reforma agrária
Doutrina social da Igreja
Religião pública
Catholic Church
Land reform
Social doctrine of the Church
Public religion
Descrição
Resumo:Esta pesquisa foi realizada com o intuito de uma maior compreensão acerca do reposicionamento da Igreja Católica na sociedade brasileira a partir de sua proposta de reforma agrária, elaborada entre os anos de 1950 a 1964. Para auxiliar no seu entendimento foi realizada uma análise de como se originou a Doutrina Social da Igreja, quais foram as inflexões da Igreja após a sua separação do Estado no final do século XIX e, quais as implicações percebidas pela Igreja devido a apresentação da primeira proposta de reforma agrária, apresentada pelo Partido Comunista Brasileiro. No início da segunda metade do século XX, o Brasil sofreu profundas transformações sociais no meio rural. O problema da falta de acesso à propriedade da terra, vivenciado por milhões de brasileiros foi, aos poucos, se tornando um tema bastante debatido entre os vários setores da sociedade. Dentre eles, a Igreja Católica que, preocupada com os rumos que a discussão estava tomando e com o intuito de se antecipar à revolução, convocou, em setembro de 1950, a I Semana Ruralista realizada na cidade de Campanha (MG). Durante os anos seguintes, o debate sobre a reforma agrária foi ganhando cada vez mais espaço dentro do seu corpo hierárquico. Em setembro de 1954, a II Assembleia Geral da CNBB lançou o primeiro documento sobre o tema: A Igreja e a reforma agrária. Em 1956, os bispos nordestinos se reuniram na cidade de Campina Grande (PB) e, em 1959, na capital do Rio Grande do Norte. A partir de 1960, os encontros dos bispos passaram a ser convocados pela própria CNBB. Em outubro de 1961 e 1963, o presidente da CNBB convocou a Comissão Central da CNBB para refletir sobre a publicação das encíclicas Mater et Magistra e Pacem in Terris, e a sua relação com a questão agrária. Durante o governo de João Goulart (1961-1964) foi aprovado o estatuto do trabalhador rural e a Igreja apoiou as Reformas de Base. A pesquisa seguirá a ordem cronológica dos fatos que ocorreram entre os anos de 1950 e 1964 e, serão feitas análises dos documentos eclesiais e bibliografias sobre o assunto. A Igreja Católica, beneficiada por um modelo de laicidade compósito, que possibilitou uma espécie de cooperação com o Estado, tornou-se uma religião pública e, adaptou-se aos novos desafios da contemporaneidade, para preservar os seus interesses. Diante da ameaça de perder espaço, ela tratou de apresentar uma série de projetos sociais com a finalidade de continuar exercendo influência dentro da sociedade.