A inquisição no Ceará

Salvo erro, a única referência histórica à ação do Santo Ofício no Ceará se deve ao Barão de Studart ao mencionar que no Auto de Fé realizado em Lisboa em 1761, dois moradores desta Capitania foram condenados ao degredo pelo crime de "bigamia", isto é, casar-se uma segunda vez estando viva...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Mott, Luiz Roberto de Barros
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:1985
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufc.br:riufc/10391
Acesso em linha:http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10391
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Santo Ofício no Ceará
Tribunal da Santa Inquisição
Heresia
Feitiçaria
Bigamia
Homossexualidade
Descrição
Resumo:Salvo erro, a única referência histórica à ação do Santo Ofício no Ceará se deve ao Barão de Studart ao mencionar que no Auto de Fé realizado em Lisboa em 1761, dois moradores desta Capitania foram condenados ao degredo pelo crime de "bigamia", isto é, casar-se uma segunda vez estando viva a legítima esposa. Os condenados foram Antonio Correia de Araújo, 52 anos, morador na vila do Icó, e Antonio Mendes da Cunha, 40 anos, pedreiro, residente em Quixeramobim. Após prolongadas pesquisas na Torre do Tombo, localizamos mais sete episódios entre 1746-1778 comprovando que a Inquisição esteve bastante informada sobre os "desvios" na fé e na moral dos moradores do Ceará. Divulgando tais documentos inéditos nossa intenção é tornar conhecida a ação repressora da Igreja Católica nestes sertões, estimulando outros pesquisadores a vasculharem o referido arquivo lisboeta pois certamente devem existir mais documentos relativos a esta região...