Transformando camponeses de subsistência em servos de ecossistemas: desigualdade e a produção de recursos naturais na República Democrática Popular do Laos
Este artigo examina o nexo entre conservação da natureza, produtividade e dominação nas abordagens de conservação inclusivas. Argumenta que a transformação de camponeses de subsistência em “administradores e custodiantes de biodiversidade” (CBD) representa uma forma suave de dominação de acordo com...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Paraná (UFPR) |
| Repositorio: | Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente (Online) |
| Idioma: | inglés |
| OAI Identifier: | oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/44053 |
| Acceso en línea: | https://revistas.ufpr.br/made/article/view/44053 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | instrumentalidade conservação ecoturismo Laos instrumentality conservation ecotourism |
| Sumario: | Este artigo examina o nexo entre conservação da natureza, produtividade e dominação nas abordagens de conservação inclusivas. Argumenta que a transformação de camponeses de subsistência em “administradores e custodiantes de biodiversidade” (CBD) representa uma forma suave de dominação de acordo com as falsas alternativas de instrumentalidade ecológica em que o desenvolvimento local é subordinado a supostas limitações “naturais”. O argumento se baseia em teorias críticas das relações entre natureza e sociedade (Horkheimer & Adorno, 2002; Görg, 2003; Moore, 2015), bem como em uma extensa pesquisa sobre o ecoturismo como um instrumento para conciliar conservação e desenvolvimento na República Democrática Popular do Laos. Sob esse ângulo, a conservação é vista como uma forma de produzir recursos “naturais”, perpetuando e criando várias desigualdades sociais, com base na ficção de que a “natureza” é essencialmente não humana. Este caso é defendido no que diz respeito às Áreas Nacionais Protegidas no Laos, que são projetadas explicitamente para acomodar as necessidades da população local. Entre outras coisas, o ecoturismo é empregado para criar uma fonte alternativa de renda a práticas vistas como “insustentáveis”. Assim, espera-se implantar interesses econômicos e também morais sobre recursos intocados. Desta forma, um compromisso (em vez de uma reconciliação) entre conservação e desenvolvimento é imposto, em grande parte alheio às realidades vividas pela população local, e só respondendo parcialmente às suas necessidades e aspirações – uma imposição que tende a produzir suas próprias contracorrentes, mais uma vez atando produtividade e desigualdade. Este artigo analisa, assim, o funcionamento do dualismo natureza/sociedade, enfatizando a instrumentalidade ecológica experimentada no ecoturismo como ferramenta para a conservação da natureza no Laos. |
|---|