O jogo da memória em o Amanuense Belmiro e Abdias, de Cyro dos Anjos

O discurso da memória tem se evidenciado como forma de registro do passado. Na literatura de Cyro dos Anjos (1906-1994), o memorialismo constitui-se como o fio condutor de seus dois primeiros romances – O amanuense Belmiro (1937) e Abdias (1945) – que serão analisados, nesta tese, à luz de teorias s...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Sacchetto, Maria Elizabeth
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2014
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositório:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/10732
Acesso em linha:https://app.uff.br/riuff/handle/1/10732
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Cyro dos Anjos
O amanuense Belmiro
Abdias
Memória
Literatura Brasileira
Literatura comparada brasileira
Anjos, Cyro dos, 1906-1994
Memory
Brazilian literature
Descrição
Resumo:O discurso da memória tem se evidenciado como forma de registro do passado. Na literatura de Cyro dos Anjos (1906-1994), o memorialismo constitui-se como o fio condutor de seus dois primeiros romances – O amanuense Belmiro (1937) e Abdias (1945) – que serão analisados, nesta tese, à luz de teorias sobre Memória, Tempo e Gêneros Textuais que contemplam o discurso memorialístico do eu, intentando levantar a estratégia narrativa usada pelo escritor para a elaboração de seu projeto, efetivado pela construção de narradores autodiegéticos que se assemelham, especialmente por se reportarem ao passado para restaurarem um mito da juventude e por se valerem de diários para narrar suas experiências de vida, voltando-se para si mesmos, para a obtenção de respostas, buscando o autoconhecimento e um lenitivo para a alma. A pretensão deste estudo, portanto, é estabelecer a relação entre as duas obras, a partir desse jogo narrativo arquitetado por Cyro dos Anjos, comprovando que os dois romances incorporam a mineiridade, por se fixarem no espaço físico e social das Gerais, e se constituem com representativos do memorialismo literário brasileiro, inserindo-se, de forma bem particularizada, na prosa de tensão interiorizada da geração de 30 do Modernismo