Cognitivismo e o Problema do Desacordo Moral

O objetivo central desse artigo é defender uma interpretação cognitivista do desacordo moral, de forma a não compreendê-lo como uma evidência da inexistência de verdades morais objetivas. Iniciamos com a interpretação não-cognitivista desse desacordo, apresentando o argumento da relatividade de Mack...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Coitinho, Denis
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
Repositorio:Dissertatio - Revista de Filosofia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.ufpel:article/15005
Acesso em linha:https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/dissertatio/article/view/15005
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cognitivismo
Desacordo Moral
Progresso Moral
Equilíbrio Reflexivo.
Descrição
Resumo:O objetivo central desse artigo é defender uma interpretação cognitivista do desacordo moral, de forma a não compreendê-lo como uma evidência da inexistência de verdades morais objetivas. Iniciamos com a interpretação não-cognitivista desse desacordo, apresentando o argumento da relatividade de Mackie e uma objeção já usual que se faz a ele. Posteriormente, apresentamos nossa interpretação cognitivista que fará uso de quatro argumentos centrais, de forma a considerar o desacordo valorativo: (i) mais sobre crenças não-morais do que sobre valores éticos, (ii) como não coerente com a ideia de progresso moral, (iii) melhor compreendido como uma prova da falsidade do não-cognitivismo e, por fim, (iv) como uma expressão do processo de amadurecimento de nosso pensamento normativo-moral, com destaque para o método do equilíbrio reflexivo.