Robert Hooke e o problema da geração espontânea no século XVII

O presente trabalho propõe uma releitura da Micrographia de Robert Hooke, segundo a qual a descrição da estrutura da cortiça não constitui o tema principal que o tornou participante dos debates sobre a história natural no século XVII mas, sim, outras observações, principalmente as de números XIX e X...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Almeida, Argus Vasconcelos de, Magalhães, Francisco de Oliveira
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2010
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Scientiae Studia (Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/11209
Acesso em linha:https://revistas.usp.br/ss/article/view/11209
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Hooke
Micrographia
Geração espontânea
Metamorfose
Insetos
Spontaneous generation
Metamorphosis
Insects
Descrição
Resumo:O presente trabalho propõe uma releitura da Micrographia de Robert Hooke, segundo a qual a descrição da estrutura da cortiça não constitui o tema principal que o tornou participante dos debates sobre a história natural no século XVII mas, sim, outras observações, principalmente as de números XIX e XLIII. Na primeira, descreve minuciosamente as formas aquáticas jovens de um mosquito culicídeo (larva e pupa) e sua metamorfose para o estádio adulto. Na segunda, discute o problema da geração espontânea dos insetos. As observações XIX e XLIII evidenciam que Hooke estava consciente dos grandes debates que se travavam na história natural da época. Posicionou-se com clareza em relação à origem do "inseto aquático". Admitiu certos casos de geração espontânea dos insetos como a dos "vermes" das galhas dos vegetais, bem como a "metamorfose" de vegetais em animais. Assim, Robert Hooke pode ser apropriadamente considerado um filósofo natural, detentor de conhecimentos e ideias em todas as áreas das ciências de sua época, nas quais desenvolveu notáveis contribuições.