Prevalência da perda auditiva em pessoas idosas com comprometimento cognitivo leve: revisão sistemática e metanálise

Introdução: A audição é um dos sentidos mais importantes para a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral, essencial nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Com o envelhecimento, ocorre o declínio de funções fisiológicas e sensoriais e dentre elas a perda auditiva relacionada ao envelh...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Nigri, Loretta Fabianne [UNIFESP]
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/74126
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/11600/74126
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Prevalência
Perda auditiva
Idosos
Comprometimento cognitivo leve
Envelhecimento
Cognição
Não se aplica
Descrição
Resumo:Introdução: A audição é um dos sentidos mais importantes para a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral, essencial nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Com o envelhecimento, ocorre o declínio de funções fisiológicas e sensoriais e dentre elas a perda auditiva relacionada ao envelhecimento e o declínio cognitivo. A perda auditiva é o fator de risco modificável de maior peso para o desenvolvimento das demências. O Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) representa um estágio intermediário entre a cognição normal e a demência. Esclarecer o papel da deficiência auditiva no CCL é fundamental para que avaliações auditivas possam ser implementadas a partir da meia idade afim de reduzir o risco de CCL. Objetivo: Analisar a prevalência da perda auditiva em pessoas idosas com CCL. Metodologia: Revisão sistemática registrada no PROSPERO e conduzida de acordo com as diretrizes do Joanna Biggs Institute (JBI). A busca foi realizada de forma eletrônica e manual. As bases de dados eletrônicas foram a MEDLINE/PubMed, LILACS, Web of Science, SCOPUS, EMBASE. A busca suplementar manual na literatura cinzenta por meio do Proquest, MedRxiv e Google Scholar, o mapeamento de referências e citações, e consulta aos experts. Foram incluídos estudos que analisaram a prevalência da perda auditiva, em pessoas idosas com CCL de grau leve. Foram excluídos estudos duplicados, com amostras duplicadas, que analisaram crianças ou animais, que não possuíam perda auditiva, estudo com pessoas idosas sem diagnóstico específico de CCL, cujo grau de CCL fosse moderado ou superior, capítulos de livros, editoriais e cartas ao editor. Os desfechos utilizados foram autorrelato, questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly - Screening (HHIE-S) e audiometria tonal limiar. Foi realizada metanálise usando o software Jamovi 2.3.2, com aplicação de um modelo de efeitos aleatórios para análise de proporções A heterogeneidade estatística foi calculada usando os valores de I² e t². A qualidade metodológica dos estudos foi avaliada pelo Check-list for prevalence studies do Critical Appraisal tools. O risco de viés de publicação foi analisado por meio do funnel plot. Resultados: Foram analisados oito estudos publicados entre os anos de 2007 e 2024 (mediana=2018,5). Os Estados Unidos e Japão destacaram-se com a maior representatividade (25%, n=2). As publicações ocorreram de forma heterogênea, em oito periódicos diferentes. O número de participantes variou entre 29 e 6113 indivíduos (mediana=107). A média de idade dos idosos com CCL foi de 72,7 (DP=6,03). A maioria dos artigos incluiu homens e mulheres cisgênero (87,5%, n=7). Quanto ao uso de prótese auditiva, prevaleceram participantes não usuários (62,5%). O HHIE-S esteve presente em dois estudos, e mostrou prevalências individuais de 20,33% e de 68,96%. Houve uma prevalência geral de 52% (IC 95%: 25%–78%) de perda auditiva pelo desfecho de audiometria tonal, com alta heterogeneidade (I²=99,1%; τ²=0,0883; p < 0,0001). Conclusão: A prevalência de perda auditiva foi de 52% pela audiometria tonal, com alta heterogeneidade, alto risco de viés e baixo nível de recomendação de evidência.