Mértola e o seu território na antiguidade tardia (séculos IV-VIII)

O presente trabalho tem como tema “Mértola e o seu território na Antiguidade tardia (Séculos IV-­‐VIII)”, e inscreve-­‐se numa linha de investigação arqueológica que tenho vindo a desenvolver, desde 1990, no Campo Arqueológico de Mértola. Os resultados são fruto de diversas campanhas de escavação e...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Martins Lopes, Virgílio António
Tipo de documento: tese
Data de publicação:2014
País:España
Recursos:Universidad de Huelva (UHU)
Repositório:Arias Montano. Repositorio Institucional de la Universidad de Huelva
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ariasmontano.uhu.es:10272/8053
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10272/8053
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Arqueología
Antigüedad tardía
Cristianismo primitivo
Territorio
Mértola (Portugal)
Archaeology
Late Antiquity
Early Christianity
Territory
Descrição
Resumo:O presente trabalho tem como tema “Mértola e o seu território na Antiguidade tardia (Séculos IV-­‐VIII)”, e inscreve-­‐se numa linha de investigação arqueológica que tenho vindo a desenvolver, desde 1990, no Campo Arqueológico de Mértola. Os resultados são fruto de diversas campanhas de escavação e prospeção arqueológica que tenho vindo a desenvolver como corresponsável, integrado na equipa da instituição e que, de uma forma ininterrupta, em muito tem contribuído para o conhecimento da cultura material e da topografia histórica da cidade de Myrtilis e do seu território. O estudo que aqui se apresenta integra um significativo volume de dados inéditos, que reafirmam a importância que a cidade portuária de Mértola e o seu território tiveram na Antiguidade Tardia. O facto de constituir o limite navegável do rio Guadiana e daqui partirem importantes vias terrestres que punham em contacto as cidades da Lusitânia com as principais rotas comerciais mediterrânicas, dotou esta cidade de uma riqueza patrimonial invulgar que os trabalhos arqueológicos pacientemente teem ajudado a revelar. Desta cidade portuária partia o que a terra tinha de melhor -­‐ os cereais, o vinho, o azeite e os minerais -­‐ e aqui chegavam pessoas, produtos, modas e religiões, reflexo de um período histórico conturbado em que o Império romano lentamente se desmorona e em que se assiste ao nascimento e afirmação de poderes regionais, apoiados na religião cristã que marcaram a topografia da cidade de Mértola e do seu território.