Entre diálogos e fazer(se)es: uma investigação sobre Narrativas, Identidades Femininas e Educação Não Formal

[por] O presente trabalho investigativo foi realizado no Programa de Doutorado Artes y Educación do Departamento de Dibujo da Universidade de Barcelona – Espanha sob a orientação pelo Professor Dr. Fernando Herraiz García, a partir de minha inserção em um atelier de cerâmica localizado em um Centro...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Lóss dos Santos, Mônica
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:España
Recursos:Universidad de Barcelona
Repositorio:Dipòsit Digital de la UB
OAI Identifier:oai:diposit.ub.edu:2445/55344
Acesso em linha:https://hdl.handle.net/2445/55344
http://hdl.handle.net/10803/145717
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Educació no-formal
Educació d'adults
Ensenyament de l'art
Identitat (Psicologia)
Estudis de dones
Non-formal education
Adult education
Art education
Identity (Psychology)
Women's studies
Descrição
Resumo:[por] O presente trabalho investigativo foi realizado no Programa de Doutorado Artes y Educación do Departamento de Dibujo da Universidade de Barcelona – Espanha sob a orientação pelo Professor Dr. Fernando Herraiz García, a partir de minha inserção em um atelier de cerâmica localizado em um Centro Cívico situado em um bairro da cidade de Barcelona, Catalunha - Espanha. A discussão central nesta investigação situou-se nas observações sobre os tipos de reflexões e narrativas a respeito de Identidades Femininas que poderiam emergir em um contexto de Educação Não Formal de fazeres ou de práticas artísticas com cerâmica, frequentado por um grupo de mulheres de diferentes idades, de diferentes contextos e de variadas vivências, participantes deste espaço. A perspectiva metodológica utilizada foi a Investigação Narrativa combinada com aspectos da Investigação Etnográfica e norteada pelo paradigma do Construccionismo Social. Como estratégias para a coleta dos materiais foram utilizadas a observação participante, as entrevistas semiestruturadas, Diário de Campo e notas de campo, além de registros fotográficos e em áudio. As temáticas desenvolvidas nas análises interpretativas emergiram de diferentes elementos reflexivos provenientes tanto dos objetivos propostos como também, das narrativas e relatos, das observações e vivências no contexto junto ao grupo de mulheres participantes/colaboradoras, que articuladas aos pressupostos teóricos e costuradas por minhas narrativas construíram a “grande narrativa” tecida ao longo desta investigação. O conjunto de diálogos, narrativas e relatos individuais e coletivos produzidos pelas mulheres do atelier apresentaram um repertório de problemáticas significativas sobre as experiências vividas em torno as construções das Identidades Femininas deixando evidente que muitas das marcas destas construções seguem repercutindo tanto na vida destas mulheres como também nas gerações posteriores a delas, também, evidenciando que existem possibilidades de romper, reconstruir e em alguns casos, transformar posturas para construir novas facetas para as Identidades Femininas. Mas para que as mudanças de perspectivas se consolidem e as identidades se constituam como um elemento em constante transformação é necessário um trabalho constante de reflexão que demanda tempo e investimento intelectual para que resulte efetivamente em conhecimento. Neste sentido, estas questões revelaram a importância de espaços de Educação Não Formal de fazeres ou práticas artísticas, como o atelier de cerâmica, que oportunizem a reflexão, as trocas de conhecimento, a construção de relações e, sobretudo, que possibilitem outras maneiras de ver o mundo e de transformar-se a si – fazer(se)es – tanto em relação às Identidades Femininas como também em relação ao cotidiano. Assim, tal espaço se revelou como uma possibilidade para consolidar as narrativas femininas, fonte de emergência histórica de submissões, como um dispositivo capaz de transformar as reflexões em ações concretas, que impulsionem mudanças de perspectivas e para Identidades Femininas mais alinhadas aos tempos atuais. Desvelou-se também a importância e influência dos grupos familiares, sociais e culturais na formação tanto das Identidades Femininas relacionadas ao campo profissional, como no caso da educadora não formal e de como as experiências de ensinar e aprendem repercutem na prática docente.