Influência da aplicação do lodo de esgoto (Biossólido) sobre a concentração e o estoque de nutrientes na biomassa do sub-bosque, na serapilheira e no solo de um talhão de E. grandis.

O aumento da população urbana está gerando a necessidade de se dispor, de forma ecologicamente adequada, o lodo de esgoto produzido nas estações de tratamento (ETEs). O uso do lodo tratado (biossólido) como fertilizante e condicionador de solo em plantações florestais pode trazer soluções e benefíci...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Rezende, Cláudia Irene de Oliveira
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2005
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-14072005-172203
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/91/91131/tde-14072005-172203/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:biomass
biomassa
biosolid-influnce
biossólido – influência
eucalipto
eucalyptus
litter
lodo de esgoto
metais
metals
serapilheira
sewage sludge
soils
solos
Descrição
Resumo:O aumento da população urbana está gerando a necessidade de se dispor, de forma ecologicamente adequada, o lodo de esgoto produzido nas estações de tratamento (ETEs). O uso do lodo tratado (biossólido) como fertilizante e condicionador de solo em plantações florestais pode trazer soluções e benefícios ambientais e silviculturais. Existe, contudo, a necessidade de estudos prévios visando avaliar os eventuais impactos ambientais, tais como a possível disseminação de patógenos e o acúmulo de metais pesados no solo e nas plantas, principalmente das espécies que constituem o sub-bosque da floresta e que podem servir como suprimento alimentar para os herbívoros. O presente trabalho teve como objetivo estudar a influência do biossólido, 68 meses após sua aplicação, no estoque de nutrientes do sistema “solo- sub-bosque - serapilheira" em parcelas experimentais de Eucalyptus grandis localizadas na E. E. de Ciências Florestais de Itatinga – SP (clima Cwa, segundo a classificação de Köeppen) e plantadas sobre Latossolo Vermelho Escuro, franco argilo arenoso. Para tal finalidade, foram quantificados os estoques dos nutrientes no solo, até 60 cm de profundidade, na fitomassa aérea do sub-bosque e na biomassa da serapilheira acumulada sobre o solo dos tratamentos: T1 – testemunha, T2 – aplicação de adubo químico e T3 - aplicação superficial de 20 t/ha de biossólido + K (produzido na ETE de Barueri da SABESP) nas entrelinhas de plantio dos eucaliptos. Também foram avaliadas comparativamente, as concentrações de nutrientes e metais pesados em espécies herbáceas/arbustivas do subbosque nos diferentes tratamentos. Os resultados evidenciaram que o biossólido aplicado aumentou a fertilidade do solo com respostas significativas para as concentrações do P, Ca, Zn e para o pH. Os estoques de todos os nutrientes do solo aumentaram, mas na profundidade de 0 – 10 cm os teores totais dos metais pesados Cu, Ni e Zn foram semelhantes aos do tratamento testemunha. De forma semelhante os teores e os estoques de N, P, Ca e Zn aumentaram na serapilheira acumulada sobre o solo. A biomassa vegetal aérea do sub-bosque aumentou com a adição do biossólido. Na vegetação de sub-bosque foi observado o aumento das concentrações e dos estoques de N, P, Ca, S e Cu nas gramíneas e de K, Ca, B e Cu nas folhas das dicotiledôneas. Comparando as plantas do sub-bosque coletadas nos tratamentos testemunha, adubo químico e biossólido, não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de nutrientes e de metais pesados entre espécies Piper aduncum, Cenchrus ciliaris, Urena lobata e Solanum palinacanthum. Em geral, a adição do adubo e do biossólido ao solo não afetou de forma significativa a concentração dos metais pesados na vegetação do sub-bosque, garantindo a qualidade nutricional da biomassa produzida para os herbívoros, que integram a cadeia alimentar do ecossistema. Entretanto, o monitoramento dos metais pesados em cada espécie vegetal durante o seu ciclo de vida seria importante para planejar a forma de manejo mais adequada, visando atenuar futuros impactos no ecossistema.