Retalhos de avanço no tratamento da fissura anal crônica: experiência inicial

A fissura anal é uma laceração do canal anal relacionada ao trauma, hipertonia esfincteriana e isquemia. A maioria cicatriza espontaneamente ou com tratamento conservador, e poucas requerem tratamento cirúrgico. O objetivo deste trabalho é verificar os resultados clínicos e alterações manométricas d...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Cesar, Maria Auxiliadora Prolungatti, Uemura, Lívia Alkmin, Passos, Mariah Prata Soldi
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2009
País:Brasil
Recursos:Universidade de Taubaté (UNITAU)
Repositório:Repositório Institucional da UNITAU
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.unitau.br:20.500.11874/1603
Acesso em linha:http://repositorio.unitau.br/jspui/handle/20.500.11874/1603
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Fissure
manometry
chirurgical procedures
Fissura
manometria
procedimentos cirúrgicos
Gastroenterology & Hepatology
Surgery
Descrição
Resumo:A fissura anal é uma laceração do canal anal relacionada ao trauma, hipertonia esfincteriana e isquemia. A maioria cicatriza espontaneamente ou com tratamento conservador, e poucas requerem tratamento cirúrgico. O objetivo deste trabalho é verificar os resultados clínicos e alterações manométricas de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico da fissura anal com avançamento de retalhos em v-y. Métodos: Estudo prospectivo, realizado nos anos de 2007, 2008 e 2009, que abrangeu nove pacientes portadores de fissura anal crônica submetidos ao avançamento de retalho anal. Foram avaliadas as pressões do canal anal ao repouso, contração e esforço evacuatório; no pré e pós-operatório. Resultados: Na amostra, todos os pacientes apresentaram hipertonia esfincteriana prévia. seis (66,6%) obtiveram resolução total dos sintomas e das lesões. Um (11,11%) sofreu deiscência parcial do retalho, sem sintomas clínicos; e outros dois (22,22%), infecção com perda dos mesmos e persistência da fissura. A análise manométrica das pressões de repouso, contração e evacuação nos grupos não mostrou alteração estatisticamente significativa (p>0,05), o que comprova que a cirurgia não incluiu manipulação dos esfíncteres. Conclusão: Os retalhos anais mostraram-se efetivos no tratamento da fissura anal, com cicatrização da lesão, sem que ocorram alterações nas pressões anais desses pacientes.