A crônica de duas cidades : saudade e melancolia na escrita de Aquiles (sobre) Porto Alegre (1912 a 1925)
Entendendo que a narrativa das temporalidades de um centro urbano comporta o seu passado e seu presente, e que a comparação entre estes dois momentos pode remeter à construção de urbes distintas, é possível ler as crônicas de Aquiles Porto Alegre como a narrativa de duas cidades; uma na qual o autor...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/10149 |
| Acceso en línea: | https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/10149 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Aquiles Porto Alegre Romantismo Porto Alegre Crônica Romanticismo Crónica Romanticism Chronicle CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA |
| Sumario: | Entendendo que a narrativa das temporalidades de um centro urbano comporta o seu passado e seu presente, e que a comparação entre estes dois momentos pode remeter à construção de urbes distintas, é possível ler as crônicas de Aquiles Porto Alegre como a narrativa de duas cidades; uma na qual o autor se sente um estrangeiro, e outra, uma cidade ideal e utópica que encontra substância em suas memórias. A obra de Aquiles, concebida sob os auspícios do Romantismo (LÖWY; SAYRE, 2015), traz à tona a cidade passada dos séculos XVIII e XIX, sempre acessada e comparada com a do século XX, construindo a imagem de outra urbe, em outro tempo e lugar. Este trabalho visa, portanto, explorar as possíveis leituras da história urbana da cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, Brasil, através da visão do cronista Aquiles Porto Alegre, que se percebia um estrangeiro em sua cidade moderna dos anos 1910 e 1920. A flexibilidade do Romantismo na literatura e no cotidiano dos centros urbanos da América Latina, a relação entre Aquiles Porto Alegre e suas memórias, bem como o papel da crônica na construção e modificação do espaço urbano, permite-nos compreender a forma como o cronista retrata o passado nostálgico de uma capital cujas características, oriundas de construções coletivas de rememoração, ajudam a descrever outra cidade, uma cidade ao mesmo tempo próxima e distante daquela que ele conhece. |
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