Qual é a fonte da checagem? Análise da seleção de fontes jornalísticas nas agências de fact-checking aos fatos e lupa durante o ano eleitoral de 2022

A pesquisa propõe uma análise de como ocorre o processo de seleção de fontes jornalísticas nas redações das agências de fact-checking Aos Fatos e Lupa. Com um recorte para as eleições gerais de 2022 no Brasil, o trabalho procurou compreender como as fontes eram selecionadas em meio a personalidades...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Andrade Neto, Paulo Pessôa de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2.uepg.br:prefix/4693
Acesso em linha:http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4693
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Jornalismo
Combate à Desinformação
Fact-Checking
Eleições Presidenciais 2022
Fontes Jornalísticas
Verdade no Jornalismo
Descrição
Resumo:A pesquisa propõe uma análise de como ocorre o processo de seleção de fontes jornalísticas nas redações das agências de fact-checking Aos Fatos e Lupa. Com um recorte para as eleições gerais de 2022 no Brasil, o trabalho procurou compreender como as fontes eram selecionadas em meio a personalidades oficiais, públicas, especializadas e líderes de opinião que, em muitos casos, deliberadamente difundiam e impulsionaram desinformação sobre as eleições. O objetivo geral, portanto, é analisar através da Análise de Cobertura Jornalística proposta por Silva e Maia (2011), dos conceitos fenomenológicos de Chinazzo (2013) e de entrevistas semiestruturadas síncronas com o Chefe de Reportagem da Aos Fatos, Leonardo Cazes, e a Diretora Executiva da Lupa, Natália Leal, como se deu a verificação, apuração e seleção de fontes das checagens para combater a desordem informacional que teve como alvo o processo eleitoral de 2022. O corpus consiste em 1.158 checagens realizadas pelas duas agências entre 01 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2022 que possuíam como alvo da desinformação o processo eleitoral, as instituições democráticas, movimentos políticos e os candidatos que disputavam o pleito. Após a análise das 13.013 fontes da checagem, os resultados indicam um alto uso de fontes de tipificação “Referência” por parte de ambas as agências, sendo a melhor opção para que o leitor replique a metodologia do checador. Junto à apresentação das fontes em meio a uma eleição singular e as manifestações antidemocráticas que tomavam conta do Brasil, o trabalho das checagens também foi de defesa da democracia, considerado um dos pilares do jornalismo. A observação dos trabalhos das agências de fact-checking também revelou a necessidade de um debate sobre o que é verdade para o jornalismo, além de ser exposto uma possível mediação do impacto da atuação de uma fábrica da desinformação e a circulação desses produtos enganosos.