Soroproteção reduzida após a vacinação sem adjuvante contra influenza pandêmica A/H1N1 em pacientes com artrite reumatoide
Introdução: A vacinação contra a influenza pandêmica A/H1N1 resultou em soroproteção em mais de 85% dos indivíduos saudáveis. Entretanto, dados em pacientes com artrite reumatoide (AR) são escassos. Objetivos: O objetivo deste estudo é avaliar a imunogenicidade e a segurança em curto prazo da vacina...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2013 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-09082013-134250 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5164/tde-09082013-134250/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Antibody formation Arthritis rheumatoid Artrite reumatoide Formação de anticorpos Influenza A virus H1N1 subtype Influenza vaccines Vaccination Vacinação Vacinas contra Influenza Vírus da influenza A subtipo H1N1 |
| Sumario: | Introdução: A vacinação contra a influenza pandêmica A/H1N1 resultou em soroproteção em mais de 85% dos indivíduos saudáveis. Entretanto, dados em pacientes com artrite reumatoide (AR) são escassos. Objetivos: O objetivo deste estudo é avaliar a imunogenicidade e a segurança em curto prazo da vacina contra influenza pandêmica A/H1N1 em pacientes com AR e a influência da atividade da doença e da medicação nesta resposta. Métodos: Trezentos e quarenta pacientes adultos com AR em seguimento e tratamento regular e 234 controles saudáveis foram examinados antes e 21 dias após receber uma dose da vacina sem adjuvante contra influenza A/California/7/2009. A atividade da doença (DAS28), o tratamento em uso e os títulos de anticorpos também foram avaliados. As taxas de soroproteção (títulos de anticorpos >= 1:40) e soroconversão (percentagem de pacientes com aumento de título de anticorpos maior ou igual a 4, se o título pré- vacinal fosse maior ou igual a 1:10; ou título pós-vacinal de pelo menos 1:40, se o título pré-vacinal era menor que 1:10), as médias geométricas dos títulos (MGT) e o fator de incremento das médias geométricas (FI-MGT) foram calculados. Os eventos adversos foram também registrados. Resultados: Os pacientes com AR e os controles tinham taxas pré-vacinais de soroproteção (10,8% vs. 11,5%) e MGT (8,0 vs. 9,3) comparáveis (p>0,05). Após a vacinação, foi observada redução significativa na resposta dos pacientes com AR versus controles (p<0,001) em todos os desfechos sorológicos: taxas de soroproteção (60,0 vs. 82,9%) e soroconversão (53,2% vs. 76,9%), MGT (57,5 vs. 122,9) e FI-MGT (7,2 vs. 13,2). A atividade de doença não prejudicou a soroproteção ou a soroconversão e se manteve estável em 97,4% dos pacientes. O metotrexato e o abatacepte foram associados à redução da resposta vacinal. A vacinação foi bem tolerada, com poucos efeitos adversos. Conclusão: Os dados confirmaram tanto a segurança em curto prazo como, diferente da maioria dos trabalhos com influenza sazonal, a redução da soroproteção em pacientes com AR, não relacionada à atividade de doença e à maioria das medicações em uso (com exceção do metotrexato e do abatacepte). A extrapolação da resposta imunológica de uma vacina para outra pode não ser possível e estratégias específicas de imunização (possivelmente em duas doses) podem ser necessárias |
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