Plantas professoras : contribuição do pensamento mítico para a emergência de subjetividades crioulizadas
Esta pesquisa versa sobre o lugar do pensamento mítico na performance do “ser” imerso na cosmovisão dos povos das matas, considerando a relação das matrizes culturais indígenas e africanas com o não humano, nesse caso, as plantas professoras e medicinas da floresta. Para tanto, levantamos o seguinte...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/64587 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64587 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | crioulização descolonização educação mito subjetividades |
| Sumario: | Esta pesquisa versa sobre o lugar do pensamento mítico na performance do “ser” imerso na cosmovisão dos povos das matas, considerando a relação das matrizes culturais indígenas e africanas com o não humano, nesse caso, as plantas professoras e medicinas da floresta. Para tanto, levantamos o seguinte objetivo: Analisar e compreender, a dimensão educativa do pensamento mítico no delineamento das subjetividades de matrizes indígenas e africanas na cultura da Jurema Sagrada e na relação educativa xamânica que envolve as plantas de poder, consideradas professoras e/ou medicinas. Ainda; que consequências epistemológicas, políticas e pedagógicas, a resposta a tal objetivo pode trazer para um possível processo de descolonização da educação no Brasil? Compomos nossa metodologia a partir da investigação Poética da Relação como uma possibilidade para olharmos as diferentes culturas e modos de vida de forma aberta ao conhecimento desse Outro Glissant (2021). Observar como o conceito de crioulização nos leva a analisar processos que não se permitiram colonizar desde suas matrizes culturais. Analisar a imprevisibilidade poética como possibilidade de criação de “novas” éticas através de narrativas míticas, oralidade e ancestralidade. Compreender que a educação xamânica é regida pelas plantas de poder, nesse caso, a Ayahuasca e o rapé, que promovem uma abertura para a relação com o não humano, os sonhos como formas de conhecimento e aprendizado para essas culturas e como isso implica nos paradigmas educacionais em sentido mais amplo. Nessa perspectiva, percebemos que seja possível o mito contribuir de forma significativa e afetuosa na formação da subjetividade a partir da relação com o não humano e da comunidade em torno dos espaços sagrados e que fazem uso das plantas de poder. Por fim, sugerimos nas considerações finais uma “pedagogia da relação” que compreende a relação que produz a crioulização, e neste caso, incluiu-se a relação com os seres encantados e não humanos. Valorizando os mitos em torno das plantas que ensinam, das árvores míticas, da ancestralidade e da espiritualidade destes povos, considerando a existência de educações que podem ser múltiplas, diversas e plurais, potentes para a formação de subjetividades descolonizadas em nosso país. |
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