Sítio paleontológico Cerro Chato: uma excepcional assembleia fóssil para o permiano brasileiro
O sítio fossilífero Cerro Chato (Bacia do Paraná), município de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, Brasil, revela uma assembleia fossilífera bastante diversificada, que inclui esfenófitas, licópsidas, pteridófitas, pteridospermas e gimnospermas, além de escamas de peixes e conchas de moluscos. Essa ass...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIPAMPA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/9204 |
| Acesso em linha: | https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/9204 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS Formação Rio do Rasto Flora Glossopteris Gondwana Paleoflora Rio do Rasto Formation Glossopteris Flora |
| Resumo: | O sítio fossilífero Cerro Chato (Bacia do Paraná), município de Dom Pedrito, Rio Grande do Sul, Brasil, revela uma assembleia fossilífera bastante diversificada, que inclui esfenófitas, licópsidas, pteridófitas, pteridospermas e gimnospermas, além de escamas de peixes e conchas de moluscos. Essa assembleia, que revela uma associação entre grupos vegetais e animais bem preservados, é única para os depósitos da Formação Rio do Rasto. O afloramento Cerro Chato, descoberto na década de 1950 e com sua localização desconhecida desde então, é reconhecido como um sítio paleontológico único para o estudo de floras do período Permiano. O georreferenciamento falho e o desuso de estradas vicinais, que acarretaram no longo desconhecimento da localização precisa do sítio, impossibilitaram o desenvolvimento de estudos acerca de seus fósseis para além de pesquisas preliminares sobre materiais coletados em meados do século passado. A redescoberta do sítio, em 2019, abriu oportunidades únicas para a retomada de pesquisas científicas sobre a assembleia fóssil preservada no afloramento. Prospecções a campo exploratórias, realizadas nos últimos anos, revelaram uma produtividade paleontológica que supera as expectativas, demonstrando que o sítio preserva uma associação rara de elementos pertencentes à Flora Glossopteris, com espécimes que se destacam por sua abundância e excelente preservação. Esta dissertação teve por objetivo investigar a paleontologia do afloramento Cerro Chato, realizando escavações estratigraficamente controladas nesta localidade, bem como apresentando a ocorrência de um novo grupo fitofóssil, até então inédito para a Formação Rio do Rasto no estado Rio Grande do Sul. A abundância e qualidade dos espécimes já resgatados fazem do sítio um potencial Lagerstätte. As investigações aqui apresentadas, além de representarem um estudo expressivo, servirão de base para pesquisas futuras acerca das paleofloras permianas do Gondwana, preenchendo lacunas que ainda persistem sobre a biodiversidade desse importante intervalo da história da Terra. |
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