Do mito à balbúrdia: o bolsonarismo e o ressurgimento da direita conservadora no Brasil

O presente trabalho revisita um estudo clássico sobre a direita janista e malufista dos anos 1980, que encontrou um bastião do voto conservador que se estende do início da Zona Leste até a Zona Norte no município de São Paulo. Em 2018, esta mesma região voltou a se destacar como base eleitoral, dest...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Barbosa, Caio Marcondes Ribeiro
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05052023-173843
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-05052023-173843/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bolsonarismo
Bolsonaro
Conservadorismo
Conservatism
Direita
Liberalism
Liberalismo
Right-wing
Descripción
Sumario:O presente trabalho revisita um estudo clássico sobre a direita janista e malufista dos anos 1980, que encontrou um bastião do voto conservador que se estende do início da Zona Leste até a Zona Norte no município de São Paulo. Em 2018, esta mesma região voltou a se destacar como base eleitoral, desta vez para a eleição de Jair Bolsonaro como presidente da República. Por meio de entrevistas semiestruturadas com cabos eleitorais bolsonaristas que moram nessa região e observação etnográfica em manifestações de direita na cidade, a pesquisa buscou estabelecer elos entre aquela direita nos anos 1980 e a atual. O trabalho encontrou uma direita plural, mas convicta de si, sem vergonha de dizer seu nome, que ressurgiu no cenário político conforme se identificou e se uniu em torno de uma candidatura competitiva de um político de direita como Bolsonaro. Reforçada pelo antipetismo, por um sentimento antissistema e pelo desejo de ordem - que flertam com o autoritarismo - simbolizado pelos militares, encontrou-se uma direita bolsonarista engajada por uma agenda liberal na economia, amparadas por um sentimento meritocrata e avessa a políticas redistributivas, e por um conservadorismo moral, em reação às mudanças culturais e aos avanços nas últimas décadas conquistados por minorias políticas, como mulheres, negros e LGBQIA+.