A insurgência da voz feminina na poesia portuguesa: a poética desviante de Judith Teixeira e Florbela Espanca
O fato de Portugal, durante séculos, não ter reconhecido as mulheres e o seu contributo para a construção histórica de seu país, não significa que elas não tenham existido e atuado nos mais diversos setores da sociedade, de forma distinta. A necessidade do registro surge da constatação de um apagame...
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| Tipo de documento: | dissertação |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositório: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:www.bdtd.uerj.br:1/19729 |
| Acesso em linha: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19729 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Portuguese Literature Gender studies Literatura portuguesa Estudos de gênero Judith Teixeira Florbela Espanca Espanca, Florbela, 1894-1930 - Crítica e interpretação Teixeira, Judite, 1873-1959 - Crítica e interpretação Literatura portuguesa – História e crítica Poesia portuguesa – História e crítica Poetisas portuguesas LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::OUTRAS LITERATURAS VERNACULAS |
| Resumo: | O fato de Portugal, durante séculos, não ter reconhecido as mulheres e o seu contributo para a construção histórica de seu país, não significa que elas não tenham existido e atuado nos mais diversos setores da sociedade, de forma distinta. A necessidade do registro surge da constatação de um apagamento que, em linhas gerais, operado por um contingente masculino desejoso de preservar a ordem social, esforçou-se pela manutenção de uma mentalidade profundamente conservadora e antifeminina de exclusão da mulher das áreas de produção e trabalho, fator que garantiu a sua subserviência econômica e social ao homem e a manutenção da estrutura patriarcal durante séculos. Neste sentido, a presente dissertação empreende uma revisão histórica a partir do questionamento dos cânones ocidentais literários, estabelecendo um diálogo entre as poéticas de Judith Teixeira e Florbela Espanca – vertentes importantes da escrita de autoria feminina do início do século XX em Portugal, ao passo que levanta questões de caráter feminista e de gênero acerca de uma genealogia literária secular negada pelo patriarcado e que acarretou no silenciamento e exclusão das mulheres da História da Literatura Portuguesa. O objetivo é que, por meio da revisão de autores que se propuseram a pensar o Portugal dos séculos XIX-XX e a escrita de autoria feminina lusófona deste período, possamos elaborar contribuições significativas com relação aos dispositivos de controle e aniquilação da subjetividade e da liberdade de existência do corpo feminino engendradas não só, mas sobretudo, nas artes. Para tanto, foram selecionados dez poemas das referidas autoras, que evidenciam o caráter de revolta, insurreição e desobediência feminina, bem como oferecem uma dimensão do tamanho da sofisticação literária e do cuidado estético de Judith Teixeira e Florbela Espanca, mas que por força do sistema patriarcal, só foram reconhecidos postumamente. |
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