Intuição, tomada de decisão e desastres naturais: caso do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD) - Moçambique
Desastres são cenários imprevisíveis com elevadas consequências para os seres humanos bem como os seus bens, demandando soluções rápidas. Cheias, inundações, ciclones, depressões tropicais, entre outros desastres naturais, são exemplos de cenários que exigem a intervenção do Instituto Nacional de Ge...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIPAMPA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unipampa.edu.br:riu/9255 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/9255 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS Intuição Tomada de decisão Desastres naturais Intuition Decision making Natural disasters |
| Sumario: | Desastres são cenários imprevisíveis com elevadas consequências para os seres humanos bem como os seus bens, demandando soluções rápidas. Cheias, inundações, ciclones, depressões tropicais, entre outros desastres naturais, são exemplos de cenários que exigem a intervenção do Instituto Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD), de modo a prestar assistência as populações afetadas, exigindo tomada de decisões certas visando o alcance do objetivo principal (salvar vidas e bens). Os cenários de desastres por serem caraterizados por muita pressão impossibilitam aos atores envolvidos o uso do pensamento racional, recorrendo à intuição. O objetivo da pesquisa é perceber as formas de emprego da intuição na tomada de decisões em momentos de desastres naturais. Especificamente: identificar se existe o predomínio do comportamento intuitivo ou racional entre os envolvidos nas decisões; explicar a influência do conhecimento na interpretação das tarefas em situação de desastres naturais; e, explicar como o contexto ambiental e social influenciam na interpretação e improviso em questões intuitivas. Os elementos da intuição que serviram de suporte para a pesquisa são: experiência, conhecimento, interpretação, contexto natural e improviso. Metodologicamente: quanto a abordagem é um estudo qualitativo; quanto aos objetivos é uma pesquisa descritiva; quanto aos procedimentos é um estudo de caso; sujeitos da pesquisa, técnicos do INGD envolvidos nas diversas fases de resposta a desastres naturais, escolhidos intencionalmente; técnicas de coleta de dados (entrevistas, questionário, documentos, jornais, e outros registos); técnica de análise dos dados (análise de conteúdo). Este estudo investigou o uso da intuição na tomada de decisões durante desastres naturais, considerando os elementos do processo de tomada de decisões baseados em intuição. Foram identificados fatores como conhecimento, experiência, interpretação, contexto natural e improviso como importantes na utilização da intuição. O estudo mostrou que tanto o comportamento intuitivo quanto o racional são importantes em situações de desastre, devido à falta de cenários previsíveis. O conhecimento desempenha um papel fundamental na interpretação das tarefas durante os desastres, acompanhado de competências técnicas adquiridas por meio de treinamentos. A interpretação rápida dos acontecimentos e a disponibilidade de informações precisas são aspectos cruciais para a tomada de decisão eficaz. As características pessoais dos decisores, assim como o contexto ambiental e social, influenciam significativamente a interpretação e o improviso durante a tomada de decisão intuitiva. Os resultados deste estudo representam um contributo teórico para o estudo dos processos de tomada de decisão e de intuição num campo de investigação que à primeira vista parece aderir apenas a uma perspectiva racional de tomada de decisão. Espera-se que o mesmo possa contribuir para a investigação na área de tomada de decisões em Moçambique, auxiliando na compreensão de como as pessoas agem intuitivamente em situações de risco e auxiliando na melhoria das estratégias de decisão durante desastres naturais. O estudo pode despertar a necessidade de melhoria dos mecanismos de prevenção, mitigação e redução da vulnerabilidade ao risco através da redução da exposição das comunidades e, desta forma, contribuindo para a redução de potenciais impactos negativos sobre a população e seus meios de subsistência. |
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