A Percepção do clima e os usos dos espaços livres na cidade de Dourados–MS/Brasil

O crescimento das cidades tem ocasionado transformações no ambiente urbano, as atividades socioeconômicas realizadas nestes espaços são fatores da formação e geração do clima urbano, de maneira que, conforme a intensidade do adensamento humano, infraestrutura urbana e a localização geográfica da cid...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Remelli, Andressa Garcia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Repositório Institucional da UFGD
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:https://repositorio.ufgd.edu.br/jspui:prefix/4407
Acceso en línea:http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4407
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::GEOCIENCIAS::GEOMORFOLOGIA::CLIMATOLOGIA GEOGRAFICA
Clima urbano
Espaços públicos
Dourados (Mato Grosso do Sul)
Urban climate
Public spaces
Descripción
Sumario:O crescimento das cidades tem ocasionado transformações no ambiente urbano, as atividades socioeconômicas realizadas nestes espaços são fatores da formação e geração do clima urbano, de maneira que, conforme a intensidade do adensamento humano, infraestrutura urbana e a localização geográfica da cidade, acabam desempenhando maior ou menor influência. A pesquisa objetivou compreender a percepção climática dos transeuntes e frequentadores de espaços livres da cidade de Dourados (MS), visando avaliar o (des)conforto térmico, isso por meio do IDT (Índice de Desconforto Térmico) proposto por Thom (1959). Para executar a pesquisa foi necessário compreender a dinâmica climática da região de Dourados-MS e a produção do espaço urbano da cidade, correlacionando-os a fim identificar as nuanças que contribuem direta e indiretamente no clima urbano. Os espaços livres selecionados como objetos de estudo foram: Praça Antônio João, Parque Antenor Martins, Parque dos Ipês e Praça do Parque Alvorada. A metodologia envolveu coleta de dados in loco em dois períodos/episódios distintos, inverno e primavera/verão, o uso de técnicas e métodos consagrados em estudos de clima urbano, em associação com trabalhos de campo, os quais envolveram aplicação de questionário e registros em escala horária da temperatura, da umidade relativa e da velocidade do vento. Os dados diários amostrados foram correlacionados com as condições da circulação atmosférica regional, por meio da interpretação de cartas sinóticas e a identificação das características predominantes do tempo. Os espaços livres, objeto central da pesquisa demonstram-se como elementos importantes da organização da cidade, uma vez que desempenham o papel de amenizadores das ilhas de calor, indicadores da saúde urbana e do conforto térmico, e, nesse sentido, os resultados apontam a necessidade de compreender a escala do microclima nos estudos de clima urbano. A pesquisa permitiu concluir correlações diretas entre a percepção climática e o IDT, essencialmente quando da ocorrência de temperaturas elevadas e ondas de calor, fato percebido durante no episódio de primavera/verão. Verificou-se a incompatibilidade dos espaços livres com as condições climáticas habituais de Dourados (MS), quando de temperaturas elevadas ou demasiadamente baixas e/ou ocorrência de chuvas esses ficam subutilizados. Acredita-se que este estudo colabore com pesquisas em clima urbano de cidades continentais, influenciadas por climas continentais, em que as altas temperaturas são uma característica predominante no Brasil. Além disto a pesquisa deixa em aberto a importância de trabalhos futuros analisarem o uso dos espaços livres em períodos com características extrema.