Entre valos e vêdos: territorialidades de permanência dos sujeitos das comunidades tradicionais rurais da Estrada da Lomba – Paraná
Os pequenos roçados, as hortas, os quintais e o criadouro comunitário constituem referenciais simbólico-materiais dos agrupamentos comunitários tradicionais da Estrada da Lomba, Paraná. A Estrada da Lomba é reivindicada como marcador ‘(trans)territorial’ à medida que é acionada nas mobilizações e tr...
| Author: | |
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| Format: | doctoral thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2022 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) |
| Repository: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPG |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:tede2.uepg.br:prefix/3768 |
| Online Access: | http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/3768 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA Comunidades tradicionais Territorialidades Estrada da Lombaonal Comunidade quilombola Faxinal Comunidade negra tradicional Traditional communities Territorialities Estrada da Lomba Maroon/ (Quilombola) Community Traditional Maroon (Negra) community Traditional communities. Territorialities. Estrada da Lomba. Maroon/ (Quilombola) Community. Faxinal. Traditional Maroon (Negra) community. |
| Summary: | Os pequenos roçados, as hortas, os quintais e o criadouro comunitário constituem referenciais simbólico-materiais dos agrupamentos comunitários tradicionais da Estrada da Lomba, Paraná. A Estrada da Lomba é reivindicada como marcador ‘(trans)territorial’ à medida que é acionada nas mobilizações e trânsito das vivências cotidianas. As terras tradicionalmente ocupadas como uma garantia da Constituição Federal de 1988 constituiu um preceito jurídico para a legitimação de territorialidades etnicamente construídas e foi o ponto de partida para a pesquisa na Comunidade Remanescente Quilombola de Palmital dos Pretos. No entanto, as imbricações vislumbradas por relações de permanência e o compartilhamento, em um passado recente, da organização, apropriação e uso da terra comum, aos moldes do sistema faxinal, conduziram a pesquisa para Sete Saltos de Cima, uma Comunidade Negra Tradicional e para o Faxinal Sete Saltos de Baixo, na intersecção entre o quilombo e a comunidade negra. De que maneira o quilombo, a comunidade negra tradicional e o faxinal se entrelaçam e experienciam territorialidades que perduram ao longo do tempo e do espaço? As territorialidades de permanência estão para os saberes fazeres assim como ao acesso aos recursos simbólicos e materiais para a sustentação dos modos de viver e de habitar, como o uso dos valos e vêdos para a manutenção do sistema de criação de animais a solta, os carreiros de lenha, caminhos ancestrais, na agricultura de base ancestral, nos rituais de cura e de acesso ao sagrado. A coleta dos dados em campo seguiu a aplicabilidade pela relação direta do pesquisador observador com os interlocutores no ambiente e cenário cultural onde se desenvolveu a interação, ao participar, escutar e questionar os aspectos apresentados de sua vida social. As territorialidades dos sujeitos de Palmital dos Pretos, de Sete Saltos de Cima e de Sete Saltos de Baixo, conduziram seus modos de vida por gerações. Pelas territorialidades, os sujeitos constituem imbricação das trajetórias-até-agora. Não foi a teoria que construiu reflexões sobre os sujeitos, mas a convivência com eles permitiu considerar que seus modos de viver e de habitar representam formas autênticas de coexistência coletiva. Reconhece-se assim, os referenciais e vínculos pelos conhecimentos e saberes-fazeres em territorialidades de permanência na Estrada da Lomba. |
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