O leitor dos contos de Machado de Assis
Este trabalho pretende apresentar a imagem do leitor configurada nos contos de Machado de Assis. Busca-se, a partir da imagem materializada do leitor presente nos contos, (re)construir seu perfil elaborado no instante da enunciação. Para a realização dessa análise proposta, são considerados somente...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/93942 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/11449/93942 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Assis, Machado de, 1839-1908 Linguística Língua portuguesa Contos Semiotica Short stories Semiotic |
| Resumo: | Este trabalho pretende apresentar a imagem do leitor configurada nos contos de Machado de Assis. Busca-se, a partir da imagem materializada do leitor presente nos contos, (re)construir seu perfil elaborado no instante da enunciação. Para a realização dessa análise proposta, são considerados somente os contos machadianos em que o sujeito para quem o enunciador se dirige é materializado no discurso. O suporte teórico empregado para a conformação do perfil desse leitor é a semiótica greimasiana. Os elementos focalizados na análise dos contos foram as relações estabelecidas no discurso entre enunciação e enunciado e as projeções do enunciatário no enunciado - visto, então, como narratário. Também houve a preocupação de abordar os recursos argumentativos empregados, os temas e as figuras recorrentes e o emprego da intertextualidade como elementos indicadores do perfil do leitor machadiano. Da análise dos contos, emergem perfis de leitores: o primeiro deles é o leitor afeito ao sentimentalismo romântico – a ele as referências são sempre rápidas e superficiais. O segundo modelo de leitor é aquele que Machado de Assis busca constituir para a nova literatura que inaugura, livre das amarras da narrativa convencional do início do século XIX. É um leitor que é elaborado para ser crítico dos tipos humanos ou de flagrantes da vida. Presente como testemunha ficcional, recebe do narrador detalhes pormenorizados da narrativa que lhe permitem localizar-se diante dos fatos apresentados. Esses são talhados para corresponder às expectativas desse leitor. Ao mesmo tempo em que o narrador conquista a sua confiança, demonstra sutilmente a necessidade de se ter uma postura reflexiva e crítica diante dos episódios narrados. Esse mesmo leitor, além de elaborado para ser um crítico dos valores humanos e sociais a ele apresentados, em alguns contos, é constituído... |
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