Diagnóstico ambiental das marismas no estuário da Lagoa dos Patos - RS

As marismas no estuário da Lagoa dos Patos vem sendo suprimidas desde o século XIX pela expansão urbana, portuária e industrial, entretanto, nos últimos 53 anos perdas de área foram causadas principalmente por processo natural (erosão). As atividades antrópicas no entorno das marismas vem causando m...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Marangoni, Juliano César, Costa, César Serra Bonifácio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)
Repositorio:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.furg.br:1/3172
Acceso en línea:http://repositorio.furg.br/handle/1/3172
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Marismas
Diagnóstico ambiental
Atividades antrópicas
Erosão
Saltmarshes
Environmental assessment
Anthropogenic activities
Erosion
Descripción
Sumario:As marismas no estuário da Lagoa dos Patos vem sendo suprimidas desde o século XIX pela expansão urbana, portuária e industrial, entretanto, nos últimos 53 anos perdas de área foram causadas principalmente por processo natural (erosão). As atividades antrópicas no entorno das marismas vem causando modificações na cobertura vegetal, afetando processos biológicos e ecológicos. Este estudo visou identificar e quantificar os efeitos adversos das perturbações de origem antrópica (pastejo, fogo, corte da vegetação, lixo, construção de aterros e canais de drenagem) e de origem natural (erosão) sobre as marismas. As perturbações antrópicas e erosão foram quantificadas em intensidade e extensão, avaliadas através de transeções aleatórias. As marismas no estuário da Lagoa dos Patos apresentam algum tipo de perturbação que afetam a vegetação com baixa intensidade e moderada extensão (10-50 m). Das 23 unidades de marismas avaliadas foi possível detectar 4 grupos de unidades sob dominância de perturbações causadas pela agropecuária (11 unidades-pastejo), atividade urbana (5 unidades-lixo), fogo (4 unidades) e erosão (3 unidades). As marismas demonstram uma boa taxa de recuperação da cobertura vegetal (3 anos) após as perturbações, fazendo com que este ecossistema seja resiliente frente aos impactos ambientais avaliados (pastejo, fogo, lixo e corte da vegetação).