Da informalidade do saber matemático cultural ao saber formal escolar: elementos de uma cognição matemática

Este artigo surge dos achados ocorridos durante a pesquisa de campo para a escrita da tese doutoral, momento em que tivemos a oportunidade de conhecer modos de se produzir saberes matemáticos, que são praticados por indivíduos em suas atividades profissionais, como os fazedores de barcos e de currai...

ver descrição completa

Detalhes bibliográficos
Autores: Ledoux, Paula, Oliver Gonçalves, Tadeu
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Revista Matemática, Ensino e Cultura - Rematec (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.www.rematec.net.br:article/199
Acesso em linha:https://www.rematec.net.br/index.php/rematec/article/view/199
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Saber Matemático Formal
Saber Matemático Informal
Análise da Conversa
Descrição
Resumo:Este artigo surge dos achados ocorridos durante a pesquisa de campo para a escrita da tese doutoral, momento em que tivemos a oportunidade de conhecer modos de se produzir saberes matemáticos, que são praticados por indivíduos em suas atividades profissionais, como os fazedores de barcos e de currais de pesca da Microrregião do Salgado, com o objetivo fazer reflexões acerca do saber matemático da informalidade cultural, como elemento de uma cognição matemática. Esses achados, são provocadores de reflexões sobre a importância do saber matemático que não está nos livros, nos bancos escolares, mas, produzidos nas práticas de sujeitos que mesmo tendo pouca ou nenhuma escolaridade, são capazes de desenvolver um saber matemático significativo a ser usado para além da construção do barco e do curral. Inicialmente as conversas ocorreram de forma não intencional e, dada sua impor- tância para a escrita da tese, estes informantes foram consultados sobre o autorizo para o registro dessas conversas. A partir da concordância, uma nova conversa foi iniciada, agora de forma mais elaborada, à medida que as curio- sidades foram surgindo a partir das informações dadas acerca das formas de construir o barco e o curral. Durante estas conversas, era perceptível o entusiasmo pelo que fazem, a responsabilidade no que se refere ao respeito pela natureza, as crenças e os valores que estão relacionados as atividades desenvolvidas por estes informantes, que mesmo não sendo selecionados previamente, contribuíram de forma impar para esta escrita. Para tanto, as conver- sas foram gravadas, transcritas e analisadas, tendo como pressupostos teórico-metodológico-analítico a Análise da Conversa. Estes informantes desenvolvem atividades independentes, em dois segmentos da cultura local – a cons- trução de barcos e de currais de pesca - porém, a análise permitiu identificar aspectos simétricos entre as conversas, especialmente, no que refere a importância do papel desses informantes na cultural local. A análise das conversas, apontaram que os saberes usados na construção de barcos e de currais, podem ser vistos como elementos de uma cognição matemática, além de serem uma ferramenta auxiliar interessante para mediar o ensino de conteúdos ma- temáticos nas escolas da Microrregião do Salgado ou fora dela.