How and when the Rufous Hornero (Furnarius rufus) treats neighbors as dear enemies

A discriminação social é crucial para mitigar custos territoriais em animais e tem sido amplamente estudada em diferentes contextos. Entre as aves, o "efeito do inimigo querido" (maior tolerância a vizinhos conhecidos) e o "efeito do vizinho desagradável" (maior agressividade con...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Amorim, Paulo Sérgio Pereira de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Repositorio:Repositório Institucional da UFJF
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/18355
Acceso en línea:https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/18355
Access Level:acceso embargado
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Territorialidade
Discriminação vizinho-estranho
Dueto
Suboscines
Territoriality
Neighbor-stranger discrimination
Duet
Descripción
Sumario:A discriminação social é crucial para mitigar custos territoriais em animais e tem sido amplamente estudada em diferentes contextos. Entre as aves, o "efeito do inimigo querido" (maior tolerância a vizinhos conhecidos) e o "efeito do vizinho desagradável" (maior agressividade contra vizinhos) são fenômenos centrais. O joão-de-barro (Furnarius rufus), conhecido por sua fidelidade territorial e duetos vocais coordenados, é um modelo ideal para investigar esses efeitos. O joão-de-barro demonstra consistentemente o efeito do inimigo querido, respondendo com menor agressividade a vizinhos do que a estranhos. Do ponto de vista acústico, os duetos codificam identidades de pares e indivíduos, além de diferenças entre sexos, desempenhando papel central na discriminação social. Apesar de se propagarem bem no ambiente, essas vocalizações permitem identificar com precisão apenas vizinhos adjacentes. A degradação acústica e a falta de interações próximas dificultam a identificação de vizinhos distantes, apesar dos benefícios potenciais. A habilidade do joão-de-barro de discriminar vizinhos de intrusos é semelhante em populações de densidades distintas (Brasília e Juiz de Fora). Além disso, a centralidade territorial não influencia as respostas agressivas, indicando que a localização no território não oferece vantagens claras. Em ambientes urbanos, o ruído pode dificultar a distinção entre vizinhos e estranhos. No entanto, os joões-de-barro mantêm discriminação consistente, mesmo em áreas de alta atividade humana, demonstrando resiliência na identificação de competidores. Assim, o joão-de-barro é um modelo robusto para estudar discriminação social e comportamento territorial em aves, mostrando como fatores ecológicos, territoriais e acústicos moldam estratégias de mitigação de custos. Estudos futuros podem expandir o entendimento dessas estratégias em diferentes contextos e espécies.