Segue o “fluxo”! Emoções a partir de uma etnografia numa cena de uso de crack no centro da cidade do Rio de Janeiro

A pesquisa discute os desdobramentos sociais do consumo problemático de crack por moradores e frequentadores de uma ocupação no centro da cidade do Rio de Janeiro, sobretudo daqueles estigmatizados sob a pecha de “noia” ou “cracudos”, ou seja, indivíduos que construíram um sentido próprio de vida em...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Rodolfo Ferreira da
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/23323
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/23323
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Crack
Emoções
Etnografia
Antropologia
Ocupação
Emotions
Ethnography
Anthropology
Occupation
OUTROS::CIENCIAS SOCIAIS
Descrição
Resumo:A pesquisa discute os desdobramentos sociais do consumo problemático de crack por moradores e frequentadores de uma ocupação no centro da cidade do Rio de Janeiro, sobretudo daqueles estigmatizados sob a pecha de “noia” ou “cracudos”, ou seja, indivíduos que construíram um sentido próprio de vida em torno do consumo de crack. Para tanto, busco entender o contexto social em que estão inseridos, seus hábitos, demandas e emoções. Assim, através de uma etnografia da ocupação Colombo, penso sobre as representações sociais em torno do uso considerado problemático de crack, analisando em que medida essas representações são internalizadas ou não pelos usuários e moradores da cena pesquisada. Procuro também examinar, a partir dos relatos e das histórias de vida dos usuários e moradores, as gramáticas emocionais relativas ao uso problemático de crack. Aqui, a vergonha emerge como afeto central, atravessando as trajetórias de vida dos meus interlocutores, conferindo sentindo e contribuindo na construção de uma identidade a partir de uma imagem que tem como referência a percepção do outro sobre si. Finalmente, gostaria de propor que a vergonha pode ser entendida como a maneira pela qual os moradores e frequentadores da ocupação acabam por internalizar a “cultura da evitação”. A vergonha surge como expressão de um certo ressentimento pela forma como são vistos e tratados pelos “outros” e se reflete na própria “construção de si”.