Apendicite aguda: perfil epidemiológico no Brasil, de 2017 a 2021

Introdução: A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo no mundo e sua maioria resulta em cirurgia para a resolução. A inflamação do apêndice apresenta uma fisiopatologia que engloba não apenas a obstrução do lúmen do apêndice, mas também algumas infecções. O quadro desta patologia, que de aco...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Gouveia, Arley Daniel de Moura, Braga, Andressa Soares de Mendonca, Alves, Amanda Patricia de Freitas, de Oliveira Filho, João Emmanuel Leite, Tenório, Dália Maria de Castro, Cansanção, Victória Ingrid de Melo Tenório, Carnauba, Aline Tenório Lins
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2023
País:Brasil
Recursos:Instituto Superior de Educação Vera Cruz (VeraCruz)
Repositório:Revista Veras
Idioma:português
OAI Identifier:oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/58457
Acesso em linha:https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/58457
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:apendicite aguda
perfil epidemiológico
apendicectomia
Descrição
Resumo:Introdução: A apendicite é a causa mais comum de abdome agudo no mundo e sua maioria resulta em cirurgia para a resolução. A inflamação do apêndice apresenta uma fisiopatologia que engloba não apenas a obstrução do lúmen do apêndice, mas também algumas infecções. O quadro desta patologia, que de acordo com dados da literatura observados neste estudo, no Brasil e no mundo, ocorre mais em homens do que em mulheres, e a decorrência desta doença pode ser do mais simples, como a clássica dor em fossa ilíaca direita (não sendo patognomônico da apendicite) sem complicações, até a forma mais complexa, com presença de complicação, e a abordagem precoce é um dos fatores decisivos para bom prognóstico do paciente. O Brasil apresenta diversos casos de apendicite em suas regiões, sendo a apendicite aguda a que a população mais busca tratamento, geralmente pela dor em fossa ilíaca direita. Assim, o diagnóstico da apendicite pode ser clínico e complementado por exames laboratoriais e de imagem, sendo a precocidade um fator determinante para o melhor prognóstico. Objetivo: Descrever, estudar e analisar o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com apendicite aguda no Brasil , entre os anos e 2017 a 2021. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo observacional e descritivo. Os dados foram consultados na base de dados do Sistema de Informações Hospitalares, disponibilizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, no período de 2017 a 2021. Resultados e discussão: Os casos de apendicite aguda de 2017 a 2021 no Brasil de pacientes diagnosticados e internados totalizou 616.205 casos, sendo sua maioria encontrada no sudeste brasileiro (37,70% dos casos), região com maior número de habitantes do território brasileiro, desta maneira, o fator da população é um importante parâmetro para a incidência da apendicite por regiões no Brasil.  Foi evidenciado, neste mesmo período pesquisado, uma maior prevalência sobre o sexo masculino e grande prevalência em adultos jovens entre 20 e 29 anos sendo mais rara nos extremos de idade. O tratamento precoce para apendicite é fator de bom prognóstico, deste a apendicectomia convencional que, atualmente, é a conduta mais utilizada pelos cirurgiões. Desta maneira, a apendicite aguda está presente em todo o território brasileiro principalmente em jovens. O diagnóstico precoce é de extrema importância para o manejo e melhor prognóstico da apendicite aguda, assim como o tratamento adequado. Conclusão: Diante deste estudo, infere-se, portanto, o amplo número de indivíduos no Brasil internados por apendicite aguda entre os anos de 2017 e 2021, analisados por sexo, região, raça  com uma maior incidência de internações na região Sudeste, tendo maior prevalência o sexo masculino, na faixa etária entre 20 e 29 anos de idade, com uma ampla maioria de atendimentos com caráter de urgência por todo o país.