Experiências de afirmação de gênero de pessoas trans brasileiras no Youtube
Este estudo buscou compreender como se dão os os processos de afirmação de gênero de pessoas trans brasileiras que compartilham suas experiências através de vídeos criados e compartilhados no website YouTube. Esta é uma pesquisa qualitativa que utilizou a Netnografia como método de investigação e an...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:tede2.pucrs.br:tede/8136 |
| Acceso en línea: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/8136 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | YouTube Afirmação de Gênero Trans Netnografia Teoria Queer Brasil CIENCIAS HUMANAS:PSICOLOGIA |
| Sumario: | Este estudo buscou compreender como se dão os os processos de afirmação de gênero de pessoas trans brasileiras que compartilham suas experiências através de vídeos criados e compartilhados no website YouTube. Esta é uma pesquisa qualitativa que utilizou a Netnografia como método de investigação e análise dos dados. A fim de compreender e possibilitar a discussão das especificidades advindas da coleta de dados, foram utilizados os pressupostos de teorias pós-estruturalistas como a Teoria Queer, estudos feministas e transfeministas. A coleta de dados ocorreu no campo virtual, mais especificamente no site YouTube, durante o segundo semestre de 2017, quando foi iniciado – no momento da coleta, as Notas de Campo, onde foram registrados os conteúdos dos vídeos assim como impressões ao longo da coleta, que resultou na análise de 29 vídeos de 8 pessoas diferentes. Como critério de inclusão dos dados, foram considerados vídeos de pessoas brasileiras, que aparecessem na área de busca do YouTube quando digitado termos como trans, transexual e transgêro; ter compartilhado conteúdo há pelo menos 30 dias, e se identificar como trans, transgênero, transexual, homem trans ou mulher trans em algum de seus vídeos. Os vídeos analisados nesta pesquisa foram compartilhados publicamente por pessoas trans, sendo de acesso geral à população e tendo consentimento prévio de visualização por parte de quem os criou, portanto este estudo não exigiu a elaboração e aplicação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) ou a aprovação e registro sistema CEP/CONEP. A partir da análise dos vídeos, foi discutida a espetacularizacão das identidades trans e dos processos de afirmação de gênero performatizados, além da (des)construção dos corpos trans no espaço virtual. Percebeu-se também o destaque das tecnologias de gênero, como cirurgias e terapias hormonais nos vídeos de pessoas trans brasileiras, criando um formatos de sucesso, uma normativa trans do YouTube, com segmentos próprios. As discussões fomentadas neste estudo apontaram para a performatização do gênero no espaço do YouTube, para a importância das mídias sociais na representatividade e visibilidade da população trans e do estabelecimento e reprodução de formatos singulares de vídeos com temáticas trans no YouTube Brasil. |
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