Burnout em professores universitários substitutos: Relações com confiança na organização, suporte social no trabalho e coping

Situada no campo de estudos em Saúde Mental e Trabalho, esta pesquisa, de cunho descritivo e transversal, teve como objetivo avaliar a saúde mental de professores universitários substitutos por meio das quatro dimensões constituintes da Síndrome de Burnout (SB), identificando suas relações com Supor...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Chaves, Jucirleia Ferreira de Medeiros
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/3604
Acceso en línea:http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/3604
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Suporte social
Professores universitários
Coping
Síndrome de Burnout
Work Social Support
Burnout Syndrome
College Teachers
Coping Mechanism
CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Descripción
Sumario:Situada no campo de estudos em Saúde Mental e Trabalho, esta pesquisa, de cunho descritivo e transversal, teve como objetivo avaliar a saúde mental de professores universitários substitutos por meio das quatro dimensões constituintes da Síndrome de Burnout (SB), identificando suas relações com Suporte Social no Trabalho, Confiança do Empregado na Organização e Coping. Participaram 100 professores de uma universidade pública (amostra de 69,9%), respondendo aos instrumentos: Questionário de Avaliação para Síndrome de Burnout em professores (CESQT-PE), Escala de Suporte Social no Trabalho (EPSST), Escala de Confiança do Empregado na Organização (ECEO), Escala de Coping Ocupacional (ECO), e um Questionário Sociodemográfico para descrever o perfil biográfico e laboral da amostra e identificar estressores percebidos no trabalho. Os dados foram analisados mediante estatísticas descritivas (média, desvio-padrão, frequência, porcentagem), correlacionais (r Pearson) e inferenciais (teste t, ANOVA, regressão linear múltipla), utilizando o software Statistical Package for Social Science (SPSS), e estatísticas R de análise de conteúdo utilizando o software Iramuteq. Os resultados identificaram 10% de professores com sintomas da SB, sendo 8% classificados como Perfil 1 e 2% como Perfil 2. Nas análises de regressão, dois fatores da ECEO, ‘Solidez Organizacional’ e ‘Normas Relativas à Demissão dos Empregados’, se mostraram bons preditores da SB e nenhum fator da EPSST foi capaz de predizer a síndrome. Quanto aos estressores laborais percebidos, a análise do conteúdo das repostas identificou a palavra ‘falta’ como a mais evocada e fortemente ramificada com as palavras ‘aluno’ e ‘aula’, sugerindo que a ausência de reciprocidade nas relações sociais e organizacionais são as principais fontes do desgaste psíquico da amostra. Para lidar com os estressores, o coping Controle se destacou como a estratégia mais usada e única preditora de Ilusão pelo Trabalho. Este resultado sugere que os professores substitutos enfrentam os problemas laborais usando, principalmente, estratégias resolutivas, e que talvez isso esteja ocorrendo pela própria condição temporária do emprego, que demanda atingir metas no trabalho mantendo-se produtivo e, consequentemente, com perfil empregável para conseguir novos empregos no mercado. Em linhas gerais, aponta-se para a necessidade da realização de novos estudos que possam comparar professores efetivos e substitutos de uma mesma universidade ou professores inseridos em contextos universitários distintos. Sugere- se que a universidade possa desenvolver ações de prevenção à síndrome, estimulando o desenvolvimento de relações recíprocas e saudáveis, considerando os três níveis de relação estabelecidas pelos substitutos: com os usuários (alunos), com os pares (colegas de trabalho) e com a organização onde trabalha.