Transferência de tecnologias e intercâmbio de conhecimentos em sistemas agroflorestais em Mato Grosso.

Transcorridos mais de cinquenta anos de implementação e consolidação do conjunto de tecnologias da Revolução Verde, constituindo modelos de produção, os problemas de abastecimento não foram resolvidos a ponto de justificar os investimentos necessários à sua implementação. A degradação do solo, da ca...

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Detalhes bibliográficos
Autor: ANTONIO, D. B. A.
Formato: capítulo de livro
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Repositorio:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1104132
Acesso em linha:http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1104132
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Sistema Agroflorestal
Capacitacao continuada
Mato Grosso
Sinop-MT
Alta Floresta-MT
Transferência de Tecnologia
Capacitação
Cadeia Produtiva
Assistência Técnica
Descrição
Resumo:Transcorridos mais de cinquenta anos de implementação e consolidação do conjunto de tecnologias da Revolução Verde, constituindo modelos de produção, os problemas de abastecimento não foram resolvidos a ponto de justificar os investimentos necessários à sua implementação. A degradação do solo, da capacidade produtiva e do meio ambiente, aliada ao êxodo rural, são consequências desses modelos que agravam ainda mais os problemas sociais (Franco, 2000). Desde então, práticas agrícolas menos agressivas ao ambiente vêm sendo experimentadas e adotadas, principalmente na Europa, em atendimento à emergente demanda por alimentos saudáveis e livres de resíduos tóxicos. A perda de solo pelo processo erosivo decorrente da sua má conservação trazem prejuízos, até hoje, pouco mensurados, como perda da camada fértil, assoreamento de rios e lixiviação de nutrientes residuais. Tais processos demandam elevado gasto de energia para estabilização, reversão e recuperação, expondo a necessidade de uma nova estratégia sustentável para o futuro da nossa agricultura. Repensar o agroecossistema, segundo Altieri (1995) requer, além da conservação dos recursos renováveis, da adaptação da cultura ao ambiente e da manutenção de um alto nível de sustentabilidade da produtividade, duas novas funções fundamentais: 1. biodiversidade de microorganismos, plantas e animais e; 2. ciclagem biológica de nutrientes. O Mato Grosso é um dos Estados apontados como responsável por 55% do desmatamento na Amazônia, possuindo 18 dos 43 municípios que mais desmatam este bioma (IBAMA, 2015). Como consequências do desmatamento há perda da biodiversidade, perda de horizontes agricultáveis do solo, redução da ciclagem da água e volume das chuvas, contribuição para o aquecimento global, entre outros. A pressão sobre o patrimônio natural é acentuada nas zonas de recente ocupação do território. A pressão de ocupação gerada por migrantes de diferentes regiões do Brasil revela que muitas "novas fronteiras" agrícolas e pecuárias, como a existente no norte do Mato Grosso, possuem elevados índices de pobreza e até escassez de recursos naturais.