A dança dos Aruanãs: mito, rito e música entre os Javaé
Este texto propõe uma análise do ritual – musical ‘brincadeiras’ (tykydisi) (Irasò) entre os Javaés, habitantes imemoriais do vale do rio Araguaia, em especial da região da Ilha do Bananal (TO). Os Aruanãs são seres mágicos do mundo subaquático (Berahaxti) trazidos pelo xamã para ‘brincar’ (cantar e...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Goiás (UFG) |
| Repositorio: | Sociedade e cultura (Goiânia, Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.revistas.ufg.br:article/5259 |
| Acceso en línea: | https://revistas.ufg.br/fcs/article/view/5259 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | corpo gênero Javaé música ritual |
| Sumario: | Este texto propõe uma análise do ritual – musical ‘brincadeiras’ (tykydisi) (Irasò) entre os Javaés, habitantes imemoriais do vale do rio Araguaia, em especial da região da Ilha do Bananal (TO). Os Aruanãs são seres mágicos do mundo subaquático (Berahaxti) trazidos pelo xamã para ‘brincar’ (cantar e dançar) com os seres sociais no mundo de fora (Ahana Òbira) durante um ciclo cerimonial. Em primeiro lugar, focalizo o ciclo cerimonial dos Aruanãs como a expressão máxima das prestações matrimoniais (tykòwy) entre sogros e genros; em segundo lugar, analiso as duplas de Aruanãs como formas corporais andróginas, em que o masculino e o feminino não prescrevem a diferença sexual porque os corpos dos Aruanãs são concebidos como corpos mágicos de um mundo sem afins e sem a diferença de gênero. As ‘brincadeiras’ de Aruanãs são os rituais performativos em que a música e a dança propiciam a reatualização da mitocosmologia e a circulação das ‘riquezas’ entre os Javaés. |
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