A festa de São Pedro na Vila de Joanes, Ilha de Marajó, Amazônia

A Vila de Joanes é uma vila de pescadores situada no município de Salvaterra, na Ilha de Marajó (PA). Historicamente, foi uma aldeia indígena e depois um assentamento religioso e militar, ganhando importância e destaque na economia local como um Pesqueiro Real. A vila possui o sítio histórico PA-JO-...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: RAVAGNANI, Luis Ricardo, https://orcid.org/0000-0002-8433-4379
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Pará (UFPA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpa.br:2011/14023
Acceso en línea:http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14023
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::ANTROPOLOGIA
Religião Popular
Sociabilidade
Pescador
Amazônia
Popular Religion
Sociability
Fisherman
Amazon
RELIGIÃO, CULTURA, SIMBOLISMO E PODER
ANTROPOLOGIA
Descripción
Sumario:A Vila de Joanes é uma vila de pescadores situada no município de Salvaterra, na Ilha de Marajó (PA). Historicamente, foi uma aldeia indígena e depois um assentamento religioso e militar, ganhando importância e destaque na economia local como um Pesqueiro Real. A vila possui o sítio histórico PA-JO-46, que é constituído pelas ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e de poços que remetem ao período colonial marcando as transformações no tempo. Os pescadores se destacam como um “grupo de ofício” reconhecido e valorizado na vila, pela economia que se movimenta através deles e pela cultura que compartilham. No presente trabalho o olhar esteve voltado para a “Festa de São Pedro” ou “festa dos pescadores”, por constituir meio de representação e sociabilidade do grupo de pescadores. Através do método etnográfico procurei descrever os diferentes rituais que compõe a festa e compreender as relações de sociabilidade que se estabelecem entre organizadores e participantes. Acredito que a festa constitui experiência importante na vida das pessoas e de grupos sociais e que através dela seja possível compreender as diversas dimensões da sociedade como: política, religião, parentesco, trabalho, lazer e economia, como “fato social total” (MAUSS, 1974).