Evolução termotectônica fanerozoica dos Escudos Uruguaio e Sul-Rio-Grandense

A margem passiva Sul-Americana foi formada devido à abertura do Oceano Atlântico durante a ruptura do Gondwana Ocidental, no final do Mesozoico. O rifte propagou-se de sul para norte, seguindo estruturas associadas à formação do Gondwana Ocidental no Neoproterozóico, e é vinculado a volumoso magmati...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Machado, João Pacífico Silveira Luiz
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2020
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/252407
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/252407
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Termocronologia
Geocronologia
Sismologia
Rifte
Atlântico Sul, Oceano
Thermochronology
Seismic
Shield
South Atlantic
Rift
Descripción
Sumario:A margem passiva Sul-Americana foi formada devido à abertura do Oceano Atlântico durante a ruptura do Gondwana Ocidental, no final do Mesozoico. O rifte propagou-se de sul para norte, seguindo estruturas associadas à formação do Gondwana Ocidental no Neoproterozóico, e é vinculado a volumoso magmatismo no Cretáceo Inferior. Através da aplicação de análises termocronológicas de baixa temperatura em rochas do continente e análises sísmicas na bacia oceânica, a presente tese visa aprimorar a compreensão sobre as forças geodinâmicas associadas à ruptura do megacontinente Gondwana, relacionando o resfriamento/soerguimento continental à formação e desenvolvimento da margem. A área de estudo compreende os escudos cristalinos Uruguaio e Sul-Rio-Grandense e a Bacia de Pelotas. Análises termocronométricas sugerem temperaturas inferiores a 200 ºC nos escudos no início do Paleozoico. A principal fase de resfriamento, associada ao soerguimento e exumação do embasamento continental, precede a abertura do Atlântico na região. Os resultados indicam que desde o Permiano os escudos resfriaram continuamente, alcançando temperaturas abaixo dos 60 ºC na transição Jurássico/Cretáceo, imediatamente antes do vulcanismo da Bacia do Paraná e abertura do rifte na região. Isso indica que as amostras analisadas estavam próximas à superfície durante o rifteamento, e sugere que os escudos formavam um alto topográfico regional na época. Análises sísmicas na Bacia de Pelotas indicam baixa deposição siliciclástica e volumoso magmatismo durante o rifteamento. Modelos termocronológicos sugerem um sutil reaquecimento após a abertura do Oceano Atlântico, com amostras alcançando 75 ºC no final do Cretáceo/Paleogeno. Isso poderia ser resultado de uma perturbação geotérmica causada pela pluma mantélica Tristão da Cunha e os magmatismos continental e oceânico associados ao rifte, persistentes até o final do Cretáceo nos escudos. O resfriamento final da região tem baixa resolução nos modelos, mas aparenta iniciar-se no Eoceno. Dados da Bacia de Pelotas sugerem um aumento na taxa de sedimentação a partir do Oligoceno, o que pode ser associado ao resfriamento/exumação final dos escudos e subsequente maior disponibilidade sedimentar para a bacia.