Caracterização molecular e fenotípica de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae associadas à endocardite infecciosa no Rio de Janeiro, Brasil

Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença causada por microrganismos que acomete o tecido cardíaco, especificamente as valvas nativas mitral, tricúspide e aorta, tendo como alvos importantes valvas protéticas e dispositivos cardíacos eletrônicos como marcapassos e desfibriladores. EI apresenta altas...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Andrade, Nathália Lucas da Silva
Tipo de documento: dissertação
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/22415
Acesso em linha:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/22415
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Infective endocarditis
Genomic sequence
Biofilm
Adherence
Endocardite infecciosa
Escherichia coli
Klebsiella pneumoniae
Sequenciamento genômico
Biofilme
Aderência
CIENCIAS BIOLOGICAS::MICROBIOLOGIA::MICROBIOLOGIA APLICADA::MICROBIOLOGIA MEDICA
Descrição
Resumo:Endocardite Infecciosa (EI) é uma doença causada por microrganismos que acomete o tecido cardíaco, especificamente as valvas nativas mitral, tricúspide e aorta, tendo como alvos importantes valvas protéticas e dispositivos cardíacos eletrônicos como marcapassos e desfibriladores. EI apresenta altas taxas de mortalidade e morbidade podendo variar entre 30% a 71%. A ocorrência de endocardite por gram-positivos é mais frequente, sendo a espécie Staphylococcus aureus o principal agente etiológico. No entanto, tem sido observado outros patógenos associados a esse tipo de infecção, como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. O objetivo do estudo foi caracterizar os aspectos moleculares e fenotípicos em cepas de Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae isoladas de dois pacientes com endocardite infecciosa, oriundos do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e hospital da rede pública Ordem Terceira do Carmo, respectivamente. Como metodologia molecular foi realizado o sequenciamento total do genoma (WGS) e o gMLST. A caracterização fenotípica foi realizada por análise da formação de biofilme qualitativo em superfície de vidro e biofilme semi-quantitativo em superfície de poliestireno. A capacidade de interação com células eucarióticas foi avaliada por testes de aderência em linhagens celulares Vero e HEp-2. Do sequenciamento genômico foi possível observar a presença de genes de resistência, strA, aada5, strB, sul1, sul2, drfA17, blaTEM-1B e fosA para E. coli. Os genes oqxA, oqxB, e blaSHV-1 foram identificados em K. pneumoniae. A cepa E. coli apresentou perfil fenotípico de resistência a Trimetropim, Trimetropim/Sulfametoxazol e Ampicilina, e as cepas de K. pneumoniae foram resistentes a Ampicilina, Fosfomicina e Nitrofurantoina. Quanto aos genes relacionados aos fatores de virulência, a cepa de E. coli apresentou os genes iutA, allS, fimH, OmpA e irp2 e as cepas K. pneumoniae apresentaram os genes mrkD, urea, uge, pgaC, fimC, OmpA e hgpA. A técnica gMLST mostrou que a cepa E. coli pertenceu ao grupo ST 69 e a K. pneumoniae pertenceu ao grupo ST 76. Quanto aos testes fenotípicos, a cepa E. coli mostrou forte formação de biofilme enquanto que todas as cepas de K. pneumoniae mostraram formação de biofilme moderado. Todas as cepas apresentaram capacidade em aderir às linhagens celular Vero e HEp-2. Foi concluído que as cepas associadas á endocardite infecciosa utilizadas no estudo não apresentaram genes associados a clones hipervirulentos. No entanto, estas cepas foram capazes de aderir à linhagens celulares de origens diversas ressaltando o potencial de interação com células epiteliais e a habilidade de formação de biofilme como etapas importantes do mecanismo de patogênese para EI causada por E. coli e K. pneumoniae.