Efeito do plasma rico em plaquetas na regeneração do terço central do ligamento da patela: estudo prospectivo randomizado

INTRODUÇÃO: O plasma rico em plaquetas (PRP) é utilizado em medicina esportiva para aumentar e acelerar o processo de reparação tecidual em lesões tendineas e ligamentares, no intuito de proporcionar um retorno mais rápido às atividades esportivas. No entanto faltam estudos com alto nível de evidênc...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Almeida, Adriano Marques de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17062011-162301
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-17062011-162301/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Growth substances
Ligamento da patela
Patellar ligament
Plasma rico em plaquetas
Platelet-rich plasma
Regeneração
Regeneration
Substâncias de crescimento
Descripción
Sumario:INTRODUÇÃO: O plasma rico em plaquetas (PRP) é utilizado em medicina esportiva para aumentar e acelerar o processo de reparação tecidual em lesões tendineas e ligamentares, no intuito de proporcionar um retorno mais rápido às atividades esportivas. No entanto faltam estudos com alto nível de evidência comprovando sua eficácia no tratamento destas lesões. Com o objetivo de estudar o efeito da aplicação do PRP no sitio doador de enxerto do ligamento da patela para reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA), realizamos ressonância magnética aos seis meses de pós-operatório para avaliar o ligamento da patela. Também aplicamos questionários de função do joelho e realizamos teste isocinético após seis meses da cirurgia. MÉTODOS: O presente estudo prospectivo, randomizado, avaliador cego incluiu 27 pacientes. Comparamos doze pacientes em que foi utilizado o PRP no defeito criado no terço central do ligamento da patela para retirada de enxerto com quinze pacientes do grupo controle. Aos seis meses de cirurgia realizamos ressonância magnética, em que foi avaliada a área não regenerada do defeito no terço central do ligamento da patela, a área de secção transversa do ligamento e a altura da patela pelo índice de Insall- Salvati. Realizamos teste isocinético e aplicamos questionários específicos de função do joelho. Quantificamos a dor pós-operatória imediata com escala visual analógica (EVA) de dor. RESULTADOS: Aos seis meses de pós-operatório a área não regenerada do defeito no terço central do ligamento da patela foi 4,95 mm2 no grupo PRP e 9,38 mm2 no grupo controle (p=0,046, teste t de Student). A área de secção transversa do ligamento da patela no grupo PRP foi de 173,05 mm2 e no grupo controle 176,29 mm2 (p=0,856). O índice de Insall-Salvati nos grupos PRP e controle foi de 1,04 e 1,06, respectivamente (p=0,808). Não houve diferença entre os grupos nos resultados dos questionários e teste isocinético. Nos pacientes em que foi utilizado o PRP houve menos dor pós-operatória imediata (p=0,02). CONCLUSÃO: Concluímos, nessa amostra, que o uso do PRP no defeito do terço central do ligamento da patela na reconstrução do LCA, nos primeiros seis meses; determinou maior regeneração do defeito; diminuiu a intensidade da dor pós-operatória imediata; não ocasionou alterações estruturais na avaliação por ressonância magnética; e não modificou os resultados clínicos e funcionais da cirurgia