[pt] O ESTRANHO E O FAMILIAR NA NOÇÃO DE HABITAR DE MARTIN HEIDEGGER: UMA CONVERSA ENTRE ARTE E FILOSOFIA
[pt] A presente tese propõe uma reflexão acerca do habitar. Tal como Heidegger, também ousamos refletir sobre o modo como o homem contemporâneo habita e as consequências que a contemporaneidade gera ao pensar filosófico. Nesse sentido, a perspectiva heideggeriana e suas nuances fundamentam essa pesq...
| Autor: | |
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| Tipo de documento: | tese |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2016 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) |
| Repositório: | Repositório Institucional da PUC-RIO (Projeto Maxwell) |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:MAXWELL.puc-rio.br:28209 |
| Acesso em linha: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=28209&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=28209&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.28209 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | [pt] ARTE [pt] FAMILIAR [pt] ESTRANHEZA [pt] HABITAR [pt] MARTIN HEIDEGGER [en] ART [en] UNCANNINESS [en] MARTIN HEIDEGGER |
| Resumo: | [pt] A presente tese propõe uma reflexão acerca do habitar. Tal como Heidegger, também ousamos refletir sobre o modo como o homem contemporâneo habita e as consequências que a contemporaneidade gera ao pensar filosófico. Nesse sentido, a perspectiva heideggeriana e suas nuances fundamentam essa pesquisa, sem limitar a compreensão do habitar. As expressões artísticas com as quais Heidegger dialoga em sua obra ampliam e aprofundam a questão. Desde Ser e tempo a reflexão a respeito do habitar é permeada pelo familiar e pela estranheza. Surpreendentemente a estranheza parece tomar muitas formas na vasta obra do filósofo. A estranheza por vezes surge no sentido grego de espanto, também de mistério e de sagrado. Aparece, em outros momentos, como o estrangeiro ou na sensação de exilio. Nem sempre surge como uma oposição ao familiar, mas também há uma possibilidade de confrontação originária com o familiar. Mesmo com a rapidez, o imediatismo e a necessidade de superar distâncias que o mundo contemporâneo exige a cada vez, ainda há um resguardo na arte, que torna possível a reflexão filosófica e a busca pela verdade do Ser. Trata-se de uma época, conforme ilustra Heidegger, a qual oferece um perigo ao pensar que, por sua vez, precisa de demora e de aprofundamento. A poesia, em seu poder nominativo, sempre permite à palavra manter seu caráter desocultante através de um mergulho em seus múltiplos sentidos, o que afasta qualquer possibilidade de controle da linguagem. A impactante afirmação a linguagem fala retira do homem o domínio das palavras e o devolve à poesia, à arte e à linguagem mesma. Já os corpos das esculturas não são da ordem da phisys e nem do produzir humano, mas da techné, o que confere a possibilidade do pôr-se em obra da verdade. A techné aparece, desde os gregos, como um conhecimento, sendo assim, na perspectiva da verdade grega propõe o movimento de aparecer e retrair (velar e desvelar). Mergulhados no habitual, sem esse conhecimento, inerente à reflexão através da arte e ao pensar filosófico, na ausência da estranheza da verdade e de seu movimento (ou acontecimento apropriativo), os homens se perdem de seu habitar poético. Essa possibilidade só é possível porque o habitar poético é uma condição necessária do habitar, doando a medida do homem, sua dimensão entre terra e céu. Ainda que cheio de méritos, o lugar do homem sempre foi e sempre será sobre esta terra e sob este céu, não há outra possibilidade, não há outro modo de habitar. |
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