Educação inclusiva na universidade: perspectivas de formação de um estudante com transtorno do espectro autista

Neste artigo, buscamos analisar a inclusão de um aluno com transtorno do espectro autista (TEA) em um curso de graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG). A pesquisa qualitativa foi realizada com um estudante com TEA, um professor e dois monitores, além da pedagoga e psicopedagoga do Núcleo de...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Oliveira, Ana Flávia Teodoro de Mendonça, Santiago, Cinthia Brenda Siqueira, Teixeira, Ricardo Antonio Gonçalves
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Educação e Pesquisa
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/198911
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/ep/article/view/198911
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Inclusion
Autism spectrum disorder (ASD)
University
Transtorno do espectro autista (TEA)
Universidade
Inclusão
Descrição
Resumo:Neste artigo, buscamos analisar a inclusão de um aluno com transtorno do espectro autista (TEA) em um curso de graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG). A pesquisa qualitativa foi realizada com um estudante com TEA, um professor e dois monitores, além da pedagoga e psicopedagoga do Núcleo de Acessibilidade. Utilizamos, como instrumentos de coleta de dados, a entrevista semiestruturada e o questionário. Para análise dos dados, seguimos os pressupostos da técnica de análise de conteúdo de Bardin. A análise evidenciou os esforços da instituição para incluir o aluno com TEA, o que pôde ser constatado através do monitor, que acompanha o estudante autista, do professor, que se coloca como tutor, e do envolvimento dos profissionais do Núcleo de Acessibilidade. No tocante à aprendizagem, verificamos que o aluno com TEA apresenta dificuldades em relação às habilidades organizacionais e atencionais, tendo consequentemente problemas para cumprir prazos ou mesmo para realizar atividades não condizentes com seu foco de interesse. Quanto às relações sociais construídas pelo estudante ao longo do curso, percebemos que, embora ele tenha uma boa convivência com os colegas e seja aceito pelo grupo, não consegue estabelecer relacionamentos mais intensos, tendo poucas interações sociais nos espaços acadêmicos. Por fim, nosso estudo aponta a necessidade de formar professores, monitores e a comunidade acadêmica no sentido de compreender e identificar as necessidades e especificidades dos estudantes com TEA, contribuindo para o sucesso deles em âmbito acadêmico.