Zoneamento bioestratigráfico e análise paleoambiental do grupo Tapajós, Pensilvaniano inferior a médio da Bacia do Amazonas, com base no gênero Neognathodus

Os conodontes representam um grupo importante como ferramenta bioestratigráfica, sua abundância e ampla ocorrência mundial torna-os fósseis chaves permitindo o reconhecimento de mais de 240 biozonas inter-regionais ao longo dos 300 milhões de anos de sua história até sua extinção. Neognathodus é um...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Mantilla, Andrés Felipe Rojas
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/259248
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/259248
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bioestratigrafia
Paleoecologia
Conodontes
Amazonas, Bacia do
Amazonas Basin
Neognathodus
Conodont
Pennsylvanian
Descripción
Sumario:Os conodontes representam um grupo importante como ferramenta bioestratigráfica, sua abundância e ampla ocorrência mundial torna-os fósseis chaves permitindo o reconhecimento de mais de 240 biozonas inter-regionais ao longo dos 300 milhões de anos de sua história até sua extinção. Neognathodus é um gênero cosmopolita, independente das fácies e apresenta ampla variabilidade morfológica no tempo, tornando-os ótimos marcadores bioestratigráficos e, portanto, utilizado no zoneamento do Pensilvaniano Inferior a Médio. A partir da compilação das publicações no Laboratório de Conodontes e Foraminíferos -LACONF, foram analisados táxons de conodontes em 18 poços perfilados de NW-SE abrangendo a Plataforma Norte, Calha central e Plataforma Sul, assim como amostras de afloramentos na beira do rio Tapajós e nas pedreiras CALMINAS e ITACIMPASA, abrangendo litoestratigráficamente o topo da Formação Monte Alegre, a Formação Itaituba e a base da Formação Nova Olinda - porção marinha do Grupo Tapajós. Foram analisados espécimes de Neognathodus a partir de imagens de estereomicroscópio e MEV (Microscópio Eletrônico de Varredura) reconhecendo seis espécies: N. symmetricus, N. bassleri, N. medadultimus, N. atokaensis, N. bothrops e N. roundyi. Elaborou-se mapas de distribuição, mapas de espessuras e modelamento das ocorrências verticais nos poços trabalhados. Com base no reconhecimento dos diferentes táxons de Neognathodus a partir dos poços analisados, foram determinadas quatro biozonas: três de intervalo, (aparecimento) N. symmetricus/N. bassleri, (aparecimento/desaparecimento) N. bassleri/N. symmetricus,(desaparecimento) N. atokaensis/N. bassleri respectivamente relacionadas as formações Monte Alegre, Itaituba e porção inferior da Formação Nova Olinda e uma biozona de amplitude do táxon N. atokaensis na Formação Itaituba; atribuindo uma idade Bashkiriano médio-Moscoviano médio para a sequência marinha do Grupo Tapajós. Paleoecologicamente, Neognathodus é considerado um gênero de ambientes neríticos, de águas quentes e oxigenadas tanto em contextos proximais de alta energia como em ambientes mais distais de menor energia, águas um pouco mais profundas e periodicamente afetadas por tempestades.