Entre amor e ódio: estudo retórico-semiótico da Carta XII, "De Medeia para Jasão", das Heroides de Ovídio
O presente trabalho, pautado na análise da carta XII, “Medeia para Jasão”, das Heroides de Ovídio (Gouvêa-Júnior, 2014), tem como objetivos gerais (i) o estudo da estrutura da carta de maneira a traçar o seu percurso argumentativo-persuasivo e entender como as figuras de retórica que atuam na constr...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/315021 |
| Acceso en línea: | https://hdl.handle.net/11449/315021 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Retórica Semiótica Medeia Ovídio Persuasão Rhetoric Semiotics Persuasion |
| Sumario: | O presente trabalho, pautado na análise da carta XII, “Medeia para Jasão”, das Heroides de Ovídio (Gouvêa-Júnior, 2014), tem como objetivos gerais (i) o estudo da estrutura da carta de maneira a traçar o seu percurso argumentativo-persuasivo e entender como as figuras de retórica que atuam na construção dos argumentos da heroína são mobilizadas como elementos que visam sobretudo a persuasão, isto é, atuam como parte constitutiva da dinâmica argumentativa do texto, destacando como estratégia persuasiva o modo como o texto sofre acelerações e desacelerações; (ii) a análise semiótica da maneira como se constrói a imagem da Medeia latina a partir do modo como se expressam os sentimentos conflitantes de amor e ódio que permeiam a necessidade de vingança da personagem, e das memórias, importante recurso para a apreensão das paixões que a atravessam na Carta XII, questões entendidas como peças-chave para a construção não só de Medeia, mas do percurso persuasivo da carta; e (iii) a mobilização dos conceitos de intertextualidade e interdiscursividade para o entendimento do momento de narração da carta em relação à narrativa mítica, especificamente as obras Argonáuticas, Apolônio de Rodes e Medeia, Eurípides, e, consequentemente, do estado passional de Medeia na progressão da narrativa presente na Carta XII. Para isso, serão utilizadas duas vertentes semióticas em suas aproximações com a retórica: a Semiótica Discursiva, de Greimas (1993, 2008), e a Semiótica Tensiva, de Zilberberg (2011). A primeira abordagem contribui, em seu nível narrativo, para a análise das relações sujeito-objeto estabelecidas na narrativa. A segunda permite compreender os regimes de subjetividade dos sujeitos-enunciadores, bem como a articulação entre convencimento (ligado ao inteligível) e comoção (relativa ao sensível), ambos atravessados pelas paixões da narradora-personagem. Essas abordagens serão articuladas a reflexões oriundas da Retórica aristotélica (Aristóteles, 2003, 2005), visando observar, na leitura da Carta XII, nos trechos selecionados, de que modo marcas enunciativas, recursos figurativos, construções sintáticas e tipos de argumentos contribuem para a constituição dos efeitos de sentido e, consequentemente, da persuasão. |
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