O disciplinamento heterossexista no conto A moralista de Dinah Silveira de Queiroz

No conto A moralista, da escritora brasileira Dinah Silveira de Queiroz (1980), publicado originalmente em 1957, uma narradora rememora como sua mãe se tornou uma moralista na pequena cidade fictícia chamada Laterra. Exercendo o papel de uma conselheira comportamental e moral, a mãe da narradora rev...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Grieco, Frédéric
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Repositório:Revista Leitura (Maceió. Online)
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.seer.ufal.br:article/10571
Acesso em linha:https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/10571
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:A moralista. Disciplinamento heterossexista. Performatividade de gênero. Masculinidade. Homofobia
Literatura brasileira
Heterossexismo
Masculinidade
Homofobia
Descrição
Resumo:No conto A moralista, da escritora brasileira Dinah Silveira de Queiroz (1980), publicado originalmente em 1957, uma narradora rememora como sua mãe se tornou uma moralista na pequena cidade fictícia chamada Laterra. Exercendo o papel de uma conselheira comportamental e moral, a mãe da narradora reverbera os ideais da pastoral cristã e dos paradigmas heterossexistas e patriarcalistas que perpassam e regulam as relações sociais de Laterra. O conflito principal do conto ocorre com o surgimento de um rapaz percebido por essa sociedade como “viciado”, por não se adequar totalmente aos ideais performativos de masculinidade, que faz com que a moralista tente discipliná-lo e conformá-lo aos padrões tradicionais de gênero. E é exatamente sobre esse conflito narrativo que este artigo se debruça hermeneuticamente, dialogando com as leituras de Suely Leite (2012), Carlos Eduardo Albuquerque Fernandes (2012) e Patrícia Sheyla Bagot de Almeida (2017). Embaso teoricamente minha crítica literária em reflexões sobre a homofobia desenvolvidas por Didier Eribon (2008) e Daniel Borrillo (2016), em postulações de Michel Foucault (2012, 2014, 2015, 2016a, 2016b, 2016c, 2016d) sobre o poder disciplinar e seus dispositivos, e no conceito de performatividade de gênero de Judith Butler (2003).