Um golpe anunciado: Lula, Dilma e o discurso pró-impeachment na revista Veja

As capas da revista brasileira Veja de 27 de setembro de 2006 e 18 de março de 2015 trazem ilustrações do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da primeira presidenta eleita do país, Dilma Rousseff, vendados com a faixa presidencial. Ambas as edições, além das semelhanças visuais, gu...

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Detalles Bibliográficos
Autores: de Mello Brandão Tavares, Frederico, Berger, Christa, Vaz, Paulo Bernardo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Repositorio:Pauta Geral (Ponta Grossa)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:uepg.br:article/9174
Acceso en línea:https://revistas.uepg.br/index.php/pauta/article/view/9174
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Revista Veja
Lula
Dilma
Linha Editorial
Impeachment
Estudos em Jornalismo
Descripción
Sumario:As capas da revista brasileira Veja de 27 de setembro de 2006 e 18 de março de 2015 trazem ilustrações do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da primeira presidenta eleita do país, Dilma Rousseff, vendados com a faixa presidencial. Ambas as edições, além das semelhanças visuais, guardam um intervalo temporal cujos elementos noticiosos deixam ver uma leitura jornalística que costura discursos tramados por questões éticas, políticas e de gênero, todas carreadas por uma teia de significados e juízos de valor. Este artigo, tendo em vista os distintos contextos históricos narrados, busca desvelar as permanências e repetições editoriais presentes na construção da cobertura da revista Veja acerca de diferentes épocas brasileiras, perpassadas por governos de um mesmo partido, o PT (Partido dos Trabalhadores). Pergunta-se sobre as relações entre as edições em foco, problematizando: o papel das capas na composição de um único olhar sobre os governos; o endereçamento de sentidos no diálogo entre as capas e as reportagens; as diferenças e atualizações nas edições, considerados os diferentes governantes. Questiona-se acerca da personalização dos governos como estratégia editorial perene, apontando para as contradições e interesses existentes na elaboração de discursos em um veículo de comunicação e seu interesse no impedimento de um mesmo grupo politico.