Dieta do mão-pelada (Procyon cancrivorus, Procyonidae, Carnivora) no Parque Estadual de Itapuã, sul do Brasil
O mão-pelada (Procyon cancrivorus, F. Cuvier, 1798) é o único procionídeo que ocorre no Parque Estadual de Itapuã (PEI), com uma área de 5.566,5 ha, na região metropolitana de Porto Alegre. O objetivo deste estudo foi o de analisar, por estação do ano, qualiquantitativamente, a dieta desta espécie n...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/279870 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/279870 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Procyon cancrivorus Dieta Alimentação Fecal analysis Feeding items Southern Brazil |
| Sumario: | O mão-pelada (Procyon cancrivorus, F. Cuvier, 1798) é o único procionídeo que ocorre no Parque Estadual de Itapuã (PEI), com uma área de 5.566,5 ha, na região metropolitana de Porto Alegre. O objetivo deste estudo foi o de analisar, por estação do ano, qualiquantitativamente, a dieta desta espécie no interior do Parque. Mensalmente, durante o ano de 2002, foi coletado um total de 203 amostras fecais em transecções pré-estabelecidas. Foram identificados 41 itens alimentares (53% frutas e 47% itens de origem animal). A família botânica Arecaceae foi a mais frequente, Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman foi considerado recurso-chave e Butia capitata (Mart.) Becc foi um importante recurso alimentar sazonal. Outros frutos, tais como Ficus sp., Vitex megapotamica (Spreng.) Mold., Psidium sp. e Eugenia uruguayensis Cambess., foram itens adicionais, indicando comportamento oportunista da espécie. Dentre os animais, insetos das ordens Orthoptera, Blattaria e Coleoptera foram os mais consumidos nas quatro estações do ano. As maiores frequências de aves, roedores e outros mamíferos durante os meses de inverno e de primavera demonstraram a necessidade de uma ingestão mais proteica nesse período do ano, relacionada, provavelmente, às baixas temperaturas e aos cuidados dos filhotes. Por meio de análise de variância com aleatorização (α=0.05), houve diferença significativa na dieta entre as estações do ano, exceto entre os meses de inverno e primavera, refletindo um comportamento alimentar generalista e oportunista da espécie. |
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