“Afrodite nos simpósios de Baquílides e Píndaro”

Este artigo se concentra em fragmentos de encômios, subgênero mélico praticado na poesia tardo-arcaica (séculos VI-V a.C.) de Baquílides e Píndaro: o Fr. 20B (Snell-Maehler), daquele poeta, e o Fr. 123 (Snell), deste. O estudo desses dois fragmentos visa a analisar sua própria classificação genérica...

Full description

Bibliographic Details
Author: Ragusa, Giuliana
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2014
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Repository:Phaos (Online)
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:revistas.iel.unicamp.br:article/4265
Online Access:https://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/view/4265
Access Level:Open access
Keyword:Mélica grega tardo-arcaica. Baquílides. Píndaro. Afrodite. Encômio. Simpósio.
Língua clássica
Description
Summary:Este artigo se concentra em fragmentos de encômios, subgênero mélico praticado na poesia tardo-arcaica (séculos VI-V a.C.) de Baquílides e Píndaro: o Fr. 20B (Snell-Maehler), daquele poeta, e o Fr. 123 (Snell), deste. O estudo desses dois fragmentos visa a analisar sua própria classificação genérica nas edições de autoridade, de um lado, e, a partir da imagem de Afrodite, o erotismo da linguagem dos versos remanescentes de canções destinadas à performance no simpósio, de outro. Desse modo, busca pensar as distinções entre os dois encômios, e o diálogo que estabelecem os Frs. 20 B e 123 com as tradições de poesia laudatória e de poesia erótica, que, combinadas à notável dimensão política da composição de Baquílides, apontam para certo tipo de mélica denominada, sobretudo antes da edição dos poetas do gênero na Biblioteca de Alexandria, skólia (“canções convivais”). Já na composição de Píndaro, tal combinação aponta para outro tipo de mélica que o poeta pratica e ao qual alude na Ode ístmica 2, canção de elogio ao vencedor nos famosos jogos atléticos gregos: as canções ditas paidiká, em que adultos seduzem com o canto erótico-encomiástico os belos meninos, os belos efebos, que contemplam no simpósio.