PERCEPÇÕES DE MUDANÇAS DO CLIMA, IMPACTOS E ADAPTAÇÃO PARA SERTANEJOS DO SEMIÁRIDO

As mudanças climáticas consistem em uma preocupação mundial, tendo em vista que seus impactos podem ser irreversíveis. No Nordeste, a região semiárida, onde predomina a Caatinga, tem sofrido com as secas, ocasionadas pelo baixo regime de chuvas, que dificulta o acesso à água e impossibilita a realiz...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Silva, Valdenildo Pedro da, França, Gabryelle Larissa dos Santos
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:ABClima
Repositorio:Revista Brasileira de Climatologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/14039
Acceso en línea:https://ojs.ufgd.edu.br/rbclima/article/view/14039
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mudanças climáticas
Semiárido
Percepção
Mitigação
Adaptação.
Descripción
Sumario:As mudanças climáticas consistem em uma preocupação mundial, tendo em vista que seus impactos podem ser irreversíveis. No Nordeste, a região semiárida, onde predomina a Caatinga, tem sofrido com as secas, ocasionadas pelo baixo regime de chuvas, que dificulta o acesso à água e impossibilita a realização de atividades agropecuárias. Tais secas podem conter fortes relações com as mudanças do clima. O objetivo da pesquisa foi analisar a percepção ambiental de sertanejos do Rio Grande do Norte sobre mudanças climáticas e impactos, assim como as mitigações e as adaptações adotadas à convivência com a semiaridez. Para a execução do estudo, foram realizados levantamentos bibliográficos e documentais, bem como entrevistas. Estas, realizadas in loco, adotaram o critério de saturação para a obtenção do número de entrevistados. Os resultados apontaram que, em virtude das alterações ambientais ocorridas na paisagem local e da escassez dos recursos hídricos, as mudanças climáticas foram percebidas por 86% dos entrevistados. Essa escassez foi citada por 57% deles como a principal adversidade proveniente das referidas mudanças. Diante de tal situação, 64,3% dos sertanejos utilizam técnicas de mitigação e de adaptação para amenizar as consequências da calamitosa convivência com a seca. A pesquisa concluiu que a adoção dessas medidas, por envolverem questões complexas de caráter ambiental, social e econômico, é crucial para os sertanejos do semiárido do Rio Grande do Norte e apontou a necessidade de implementação de diretrizes, estratégias ou métodos ambientais mais sustentáveis que visem a reduzir os efeitos prejudiciais das mudanças climáticas.