Cultura de tecidos de Stylosanthes guianensis (Aubl.) Sw. Cv. IRI 1022: estudo morfogenético e histológico

A espécie Stylosanthes guianensis, importante forrageira para as regiões tropicais do globo, vem se estabelecendo a partir da década de 80 como um sistema modelo em potencial, para a tecnologia da cultura de tecidos na família Leguminosae (MEIJER & SZABADOS, 1990). No presente estudo, avaliou-se...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Benedita Aparecida da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:1992
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20190821-113205
Acceso en línea:http://teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11137/tde-20190821-113205/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CULTURA DE TECIDOS VEGETAIS
ESTILOSANTE
ORGANOGÊNESE VEGETAL
Descripción
Sumario:A espécie Stylosanthes guianensis, importante forrageira para as regiões tropicais do globo, vem se estabelecendo a partir da década de 80 como um sistema modelo em potencial, para a tecnologia da cultura de tecidos na família Leguminosae (MEIJER & SZABADOS, 1990). No presente estudo, avaliou-se o potencial morfogenético in vitro de uma cultivar pertencente a esta espécie, a IRI 1022, em relação aos fatores genótipo e meio de cultura, mais especificamente, a reguladores de crescimento. A indução de calos foi obtida a partir de explantes foliares da cv IRI 1022 colocados em meios basais MS suplementados com combinações dos fitorreguladores NAA e BAP, nas concentrações 0,0; 0,1; 0,4; 1,0 e 2,0 mg/l, sob fotoperíodo de 16 horas luz e temperaturas entre 25 a 28°C. Entre estas combinações foram selecionadas favoravelmente, aquelas capazes de promover fases de calo mais prolongadas e ainda a regeneração de partes aéreas nestes calos durante o período de indução de 30 dias. Calos induzidos nestas condições foram transferidos após 30 dias para meios de regeneração, isto é, meios MS suplementados apenas com BAP, onde a concentração 2,0 mg/l, mostrou-se a mais satisfatória. Brotos regenerados foram alongados em meio MS com as concentrações de sais reduzidas à metade e a um quarto, e concentração de BAP também reduzida ou ausente. A implementação do enraizamento em brotos alongados se deu em meio MS reduzido à metade e a um quarto, e suplementado com 0,2 mg/l de IBA. As maiores taxas de sobrevivência de plantas regeneradas in vitro se deu sob condições elevadas de umidade relativa, luminosidade e temperatura. Plantas SC1 (regenerantes primários) avaliadas preliminarmente, apresentaram variações quanto a alguns aspectos vegetativo e reprodutivo; progênies destas plantas por sua vez, quando submetidas a cultura, demonstraram variabilidade para o caráter regeneração. A indução de calos e a organogênese de partes aéreas nestes, foram igualmente avaliadas a nível estrutural. Os eventos chaves que levam a indução de calos em explantes foliares da cultivar IRI 1022, ocorrem entre o segundo e o terceiro dias de cultura; a desdiferenciação e a proliferação celulares têm início nas regiões de ferimento do expl ante, notadamente a nível da nervura principal, em células do parênquima e da bainha do feixe vascular. No quinto dia de cultura, já é evidente a nível da morfologia externa, o início de formação de calo. Em torno do décimo dia de cultura já se observa a presença de meristemóides. Trinta dias após a inoculação do explante, são evidentes as gemas caulinaes. O processo de regeneração ocorre por organogênese, com os brotos desenvolvendo na superfície dos calos.