A importância da teoria do masoquismo para a constituição do Eu em Freud

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa teórica em psicanálise, cujo objetivo principal é compreender qual é a importância da teoria do masoquismo para a constituição do Eu dentro da psicanálise freudiana. Desde sua apresentação em 1905, Freud coloca o masoquismo como um proble...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Farias, Daniel Berg de Melo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Tocantins (UFT)
Repositorio:Repositório Institucional da UFT
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.uft.edu.br:11612/4987
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11612/4987
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Masoquismo
Constituição psíquica
Freud
Psicanálise
Descripción
Sumario:O presente trabalho foi desenvolvido a partir de uma pesquisa teórica em psicanálise, cujo objetivo principal é compreender qual é a importância da teoria do masoquismo para a constituição do Eu dentro da psicanálise freudiana. Desde sua apresentação em 1905, Freud coloca o masoquismo como um problema para a economia psíquica. Depois de anos de investigação, é em 1924 que esse problema econômico do masoquismo é posto em pauta para pensar a sua forma de organização no interior do sujeito e os impactos de sua manifestação. Esse progresso só se torna possível após os avanços metapsicológicos de 1914 e, mais especificamente, posteriormente a apresentação da pulsão de morte em 1920, que desencadeia a formulação da segunda tópica. Esses desdobramentos não só apresentam uma nova concepção para o masoquismo – o masoquismo erógeno – como também para uma nova forma de organização psíquica, na qual o Eu ganha ainda mais ênfase ao se pensar a sua constituição desde sua origem a partir do Id. Nos propomos então a articular esses dois princípios: o processo de formulação do Eu e o masoquismo constitutivo, para compreender como esse último contribui para a origem egóica e, consequentemente, para a estruturação subjetiva. Em 1924, ao propor que o masoquismo erógeno é o representante da amálgama da pulsão de morte com Eros, Freud o posiciona dentro da construção psicogenética, na qual esse corresponde à manutenção da vida. O masoquismo erógeno é, o que tentamos apresentar neste trabalho, a dimensão que contribui, junto a outros aspectos psíquicos, para proteção do desenvolvimento do Eu por via da transformação da agressividade constitutiva para fins da pulsão de vida.